Nova pesquisa traz novos números para o Planalto, revela forte oscilação e testa fôlego de alternativas de voto

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Uma nova rodada de pesquisas do instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (22), traz alterações significativas no panorama político rumo à eleição presidencial. No principal cenário simulado para o segundo turno, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47% das intenções de voto, abrindo uma vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro, que registra 43%. O resultado mostra uma reação do petista em comparação ao levantamento do último dia 16 de maio, oportunidade em que os dois postulantes figuravam em um empate técnico rigoroso, ambos com 45%.

Este novo levantamento ganha relevância por ser o primeiro realizado integralmente após a repercussão das reportagens do site The Intercept Brasil. A publicação revelou mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, nas quais o parlamentar solicitava apoio financeiro para a produção de uma obra cinematográfica sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para mapear o impacto do caso, o Datafolha ouviu 2.002 pessoas entre os dias 20 e 22 de maio, com o estudo apresentando margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança estipulado em 95%.

Alternativas de direita em simulações de segundo turno

O instituto também testou a força de outros nomes da oposição em eventuais confrontos diretos contra o atual mandatário. Em uma simulação de segundo turno entre Lula e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o atual presidente alcança 48% das intenções de voto, enquanto a representante do PL obtém 43%. Nesse embate específico, o contingente de eleitores que optariam por votos brancos, nulos ou por nenhum dos candidatos soma 8%, ao passo que 1% dos entrevistados não soube responder.

Quando o adversário testado é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula também lidera com 48%, consolidando uma trajetória de leve crescimento se comparado aos 46% registrados em 16 de maio, aos 45% de abril e aos 46% de março. Caiado, por sua vez, mantém estabilidade com 39% das intenções de voto, repetindo o índice do meio de maio, após ter alcançado 42% em abril e 36% em março. Os votos brancos e nulos nessa simulação somam 11%, mostrando queda em relação aos 13% anteriores, enquanto o grupo dos indecisos permanece fixado em 2%. O instituto testou ainda o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como outra alternativa de segundo turno.

A disputa simulada no primeiro turno

A vantagem do atual presidente também se estendeu nos cenários de primeiro turno. Na configuração que conta com Flávio Bolsonaro como o principal nome da oposição, Lula viu sua distância saltar de 3 para 9 pontos percentuais. O petista lidera a corrida com 40% das intenções de voto, seguido pelo senador fluminense, que pontua com 31%. Bem mais recuados aparecem Ronaldo Caiado com 4% e Romeu Zema com 3%. O pelotão intermediário traz Renan Santos e Samara Martins empatados com 3%, seguidos pelo escritor Augusto Cury com 2%. Os candidatos Aldo Rebelo, Cabo Daciolo e Rui Costa Pimenta registram 1% cada, enquanto Hertz Dias não pontuou. Brancos e nulos representam 9% e os indecisos são 3%.

Em um segundo desenho de primeiro turno, no qual Michelle Bolsonaro substitui o enteado, a liderança de Lula vai a 41%, enquanto a ex-primeira-dama assume a segunda colocação com 22%. Nessa configuração, Romeu Zema oscila numericamente para cima e assume a terceira posição com 6%, seguido de perto por Ronaldo Caiado, que obtém 5%. Renan Santos e Samara Martins mantêm os 3% de preferência, seguidos por Augusto Cury com 2%. Aldo Rebelo, Cabo Daciolo e Rui Costa Pimenta repetem o índice de 1% cada, com Hertz Dias permanecendo zerado. Nessa simulação sem o senador, o total de brancos e nulos sobe para 12%, e os eleitores que não sabem totalizam 4%.

Dinâmica de rejeição e o teto dos candidatos

Um dos dados mais estratégicos do levantamento aponta para uma inversão numérica na liderança da rejeição popular. Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro ultrapassou Lula nesse quesito: agora, 46% dos eleitores afirmam que não votariam no senador de jeito nenhum para a presidência. O atual mandatário, que liderava o índice negativo na pesquisa de 16 de maio com 47%, viu sua rejeição recuar para 45%. No levantamento anterior, Flávio tinha 43% de repúdio dos entrevistados.

Atrás dos dois principais nomes, Michelle Bolsonaro aparece com 31% de rejeição por parte do eleitorado. Na sequência, dividindo o mesmo patamar de resistência, figuram Romeu Zema e Cabo Daciolo, ambos rejeitados por 18% dos entrevistados. Eles são seguidos por Renan Santos e Rui Costa Pimenta, que acumulam 16% de recusa individual. Ronaldo Caiado e Aldo Rebelo aparecem empatados com 15% de rejeição, vindo à frente de Samara Martins, com 13%, Hertz Dias, com 12%, e Augusto Cury, que fecha a lista com 11%. Por fim, 2% dos eleitores rejeitam todos os postulantes, outros 2% não souberam opinar e apenas 1% declarou que votaria em qualquer um dos candidatos apresentados.

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