Netanyahu ordena “ataque total” ao Hezbollah e ministros exigem destruição de Beirute após ataques de drones a Israel
A tensão na fronteira norte intensificou-se após um ataque trágico no quartel-general da 401ª Brigada. Durante uma visita oficial à unidade, autoridades testemunharam o momento em que um drone explosivo atingiu o local, resultando na morte do sargento Nehoray Leizer. O episódio evidenciou a letalidade e a constância das investidas aéreas que a região vem enfrentando.
Em Washington, os reflexos do ataque ecoaram com tom de justificativa para uma resposta militar severa. Um funcionário do governo americano afirmou que o Hezbollah ignorou reiterados apelos para interromper os disparos contra o território israelense, inclusive um ultimato recente. Segundo a fonte, não se pode esperar que Israel absorva passivamente as agressões contra civis e forças de segurança, sinalizando uma postura significativamente mais firme em comparação com gestões anteriores e classificando o atual cenário como insustentável.
Reações e resposta econômica do governo
A ala mais conservadora do governo israelense reagiu de forma imediata e contundente. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defendeu uma retaliação desproporcional como forma de dissuasão, sugerindo que dez edifícios em Beirute deveriam ser derrubados para cada drone explosivo lançado pelo grupo libanês. Smotrich argumentou que ameaças estratégicas dessa magnitude não são resolvidas apenas com medidas defensivas, mas sim com a alteração das regras do confronto. Para sustentar essa nova abordagem, o ministro destacou a recente aprovação de um orçamento de defesa equivalente a 2 bilhões de NIS voltado exclusivamente para conter o avanço dos drones.
Pressão por ofensiva total
O clamor por uma resposta drástica ganhou ainda mais força com as declarações do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir. Em manifestação pública, o ministro alertou que a população não pode normalizar a constante ameaça dos artefatos explosivos. Ele defendeu que o primeiro-ministro adote uma postura enérgica junto ao governo de Donald Trump para comunicar a retomada das operações militares de larga escala em território libanês. Entre as medidas propostas por Ben-Gvir estão o corte do fornecimento de energia elétrica no Líbano, a conquista da região de Dahiyeh e o retorno imediato a um estado de guerra intensa.