Mergulhadores russos evitam megaexplosão em porto russo ao achar bombas da OTAN em navio-tanque
As autoridades russas interceptaram uma tentativa de ataque contra um navio-tanque de gás que havia acabado de atracar no porto de Ust-Luga, vindo da Bélgica. Durante uma inspeção de rotina realizada logo após a chegada da embarcação, mergulhadores da marinha russa localizaram dispositivos explosivos fixados ao casco do navio, batizado de Arrhenius. De acordo com os relatórios oficiais, a carga explosiva encontrada pesava cerca de 7 quilos.
Origem dos explosivos e ação das forças de segurança
O Comitê de Investigação da Rússia revelou que os artefatos encontrados eram minas marítimas magnéticas de fabricação estrangeira, originárias de uma nação integrante da OTAN. A neutralização do material foi realizada com sucesso em uma operação conjunta que envolveu agentes do Serviço Federal de Segurança (FSB), especialistas do Ministério da Defesa e forças da Guarda Nacional Russa, evitando uma possível tragédia no terminal portuário.
Rota da embarcação e suspeitas sobre o trajeto
O navio havia iniciado sua viagem no porto de Antuérpia, na Bélgica, e aportou em Ust-Luga com o objetivo de reabastecer antes de seguir para o destino final, em Samsun, na Turquia. Depoimentos colhidos com o agente marítimo responsável pela embarcação indicaram que a viagem sofreu um atraso de vários dias. Esse detalhe reforçou a tese da porta-voz do Comitê de Investigação, Svetlana Petrenko, que afirmou que a cronologia dos fatos aponta que a instalação das minas ocorreu fora das águas territoriais russas.
Diante da gravidade do episódio, o governo russo mobilizou suas agências de inteligência para rastrear a cadeia de custódia do navio e identificar os autores do plano. Um processo criminal já foi formalmente instaurado pelas autoridades de Moscou, que tratam o caso sob as acusações confessionais de tentativa de ataque terrorista e tráfico ilícito de dispositivos explosivos em escala internacional.