Manzambi brilha, Suíça estraga a festa do Canadá e carimba o topo do grupo B

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A seleção da Suíça mudou os rumos do Canadá no Mundial. Com uma atuação brilhante do atacante Manzambi, que distribuiu uma assistência e balançou as redes, os suíços venceram os donos da casa por 2 a 1 em Vancouver. O resultado garantiu à equipe europeia o topo do Grupo B e a classificação para a fase de 32 avos de final, onde aguarda o terceiro colocado dos Grupos E, F, G, I ou J. Por outro lado, os coanfitriões canadenses precisam arrumar as malas rumo a Los Angeles para encarar o segundo colocado do Grupo A, vaga que deve ser confirmada pela favorita Coreia do Sul.

O cenário antes do apito inicial já desenhava um panorama confortável, visto que o saldo de gols de Suíça, Catar, Canadá e Bósnia e Herzegovina praticamente eliminava qualquer chance de surpresa matemática na rodada. Com as vagas na próxima fase carimbadas desde o segundo jogo, o grande prêmio em disputa era o primeiro lugar da chave, crucial para garantir, ao menos em tese, um cruzamento menos complicado no início dos mata-matas.

Na reta final do primeiro tempo, as duas seleções abandonaram o pragmatismo e a troca de passes cautelosa para buscar o ataque de forma mais incisiva. O Canadá assustou com Larin, que recebeu livre em velocidade, cortou para a área e buscou o ângulo oposto, parando na boa antecipação do goleiro Kobel. Pouco depois, os suíços pediram pênalti em Embolo após jogada com Luc de Fougerolles — um lance que frequentemente seria marcado no futebol espanhol. Antes do intervalo, Ahmed ainda teve a oportunidade de abrir o placar para os mandantes após passe em profundidade de Jonathan David, mas a finalização saiu fraca.

O fator Manzambi e a eficiência suíça

O panorama mudou drasticamente no segundo tempo. Logo no reinício da partida, Manzambi disparou pela ponta direita e cruzou na medida para a marca do pênalti. Livre de marcação, Rubén Vargas teve toda a tranquilidade para dominar e chutar rasteiro no canto, abrindo o placar. O gol colocou os comandados de Murat Yakin na liderança isolada e empurrou os canadenses para a rota de jogos nos Estados Unidos.

Sentindo o impacto do gol, a seleção canadense se desestabilizou em campo, sem esboçar reações imediatas a partir do banco de reservas — que optou por preservar Alphonso Davies, recém-recuperado de lesão. A instabilidade custou caro e a Suíça ampliou após um lançamento longo de Jaquez que desorganizou a defesa rival. Embolo protegeu a bola no pivô, girou sobre a marcação e serviu Manzambi. O ponta do Freiburg bateu rasteiro e superou o goleiro Crepeau, anotando seu terceiro gol no torneio e igualando a marca histórica de Shaqiri na Copa de 2014.

Pressão canadense e o drama final

O confronto parecia definido, mas a pausa para hidratação mudou a dinâmica do jogo. Ambas as comissões técnicas promoveram alterações e, logo na retomada, Saliba pressionou a saída de bola suíça, roubou a posse dentro da área e serviu Promise, que finalizou de primeira para diminuir o prejuízo.

O gol de honra inflamou o estádio e forçou a Suíça a se segurar na defesa para evitar um empate que devolveria a liderança do grupo aos donos da casa. Promise teve duas chances claras e Johnston também assustou nos minutos finais, mas pecaram na pontaria. Com o apito final, o Canadá carimbou sua passagem para os Estados Unidos, enquanto a Suíça celebra a permanência em Vancouver com um chaveamento teoricamente mais acessível.

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