Bósnia bate o Catar em Seattle e encaminha vaga no mata-mata da Copa do Mundo
A seleção de Bósnia e Herzegovina deu um passo gigantesco rumo à fase de 16 avos de final (32 avos) da Copa do Mundo ao derrotar o Catar por 3 a 1, em um confronto eletrizante disputado em Seattle. Sob o comando técnico de Sergej Barbarez, a equipe europeia chegou aos quatro pontos e, embora ainda dependa matematicamente do encerramento da terceira rodada dos demais grupos para carimbar o passaporte, a pontuação atual deve ser mais do que suficiente para garantir a vaga. Caso a classificação se confirme, os bósnios já sabem que terão pela frente um desafio de peso: o cruzamento colocará os Estados Unidos ou a poderosa Alemanha no caminho.
Domínio inicial e gols relâmpago
O duelo em solo americano começou em um ritmo alucinante, com a Bósnia sufocando a defesa adversária desde os primeiros minutos. As investidas iniciais pararam nas mãos do goleiro catari Abunada, que operou verdadeiros milagres em finalizações perigosas de Demirovic e Sunjic pela ponta esquerda, além de um chute de longa distância disparado por Basic que passou tirando tinta do travessão. A insistência europeia foi premiada na quarta tentativa clara de gol: Alajbegovic recebeu na intermediária, limpou dois marcadores com categoria e soltou uma bomba de pé direito para abrir o placar. Apenas cinco minutos mais tarde, a sorte sorriu novamente para os bósnios quando Edin Dzeko aproveitou um cruzamento de Kolasinac e mandou um voleio firme; a bola desviou no defensor Al Brake e acabou enganando o goleiro, ampliando a vantagem para 2 a 0.
Reação catari e susto antes do intervalo
O terceiro gol bósnio esteve muito perto de acontecer ainda na primeira etapa, após uma assistência primorosa de Alajbegovic que deixou Dzeko em ótimas condições para soltar um chute cruzado e rasteiro que carimbou a trave. A resposta do Catar veio de forma cirúrgica na sua primeira finalização contundente da partida. Aproveitando um cruzamento que cruzou toda a extensão da área sem que a zaga bósnia conseguisse o corte, Edmilson serviu Al Haydos, que apareceu de trás para empurrar para as redes. O gol inflamou os cataris, que quase alcançaram o empate nos acréscimos do primeiro tempo em um disparo de Pedro Miguel que explodiu no poste.
Na volta dos vestiários, as substituições promovidas pelos treinadores não alteraram a dinâmica de um jogo lá e cá. Enquanto Alajbegovic continuava ditando o ritmo criativo da Bósnia, o Catar apostava suas fichas no talento de Akram Afif, que assustou os europeus ao mandar uma bola na rede pelo lado de fora e, logo em seguida, raspar o travessão em um chute de rara felicidade. Em busca do empate, o técnico Julen Lopetegui lançou o Catar totalmente ao ataque, colocando todas as suas peças ofensivas disponíveis no gramado. Apesar do volume de jogo e da sensação de que os asiáticos mereciam melhor sorte no confronto, a Bósnia matou a partida a dez minutos do apito final. Após uma sobra de bola viva dentro da grande área, Mahmic foi mais rápido que a marcação para empurrar para os fundos da rede e selar o placar final em 3 a 1.