Kátia Abreu volta a criticar Janja e cobra foco total na campanha de Lula
A ex-senadora e ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu fez duras críticas, nesta quinta-feira (8), à atuação de Rosângela da Silva, a Janja, na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao jornal O Globo, Abreu pontuou que o foco absoluto do momento deveria ser a captação de votos para o petista, que encerrou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, questionando diretamente se a prioridade atual seria a exposição pública ou a vitória do marido nas urnas.
A fala da ex-ministra reforça um posicionamento já externado em reuniões internas do Partido dos Trabalhadores, ocasião em que defendeu publicamente a adoção de uma estratégia centrada na fórmula de “mais Alckmin, menos Janja” para o segundo turno da disputa presidencial.
Foco na Eleição e limites de participação
Tentando afastar qualquer interpretação de cunho pessoal ou preconceito de gênero, Kátia Abreu argumentou que o centro da discussão reside estritamente na eficiência e na prioridade eleitoral. Para a ex-senadora, a alta exposição da primeira-dama nos palanques e na coordenação das atividades de campanha carece de retorno prático em termos de conversão de votos, gerando desgastes desnecessários.
Apesar de reconhecer o valor e a trajetória de Janja, Abreu classificou a presença dela como excessiva e improdutiva para o momento político delicado que a legenda enfrenta, destacando que o incômodo manifestado reflete um sentimento generalizado nos bastidores políticos.
Protagonismo de Alckmin e reação da campanha
Como alternativa à configuração atual, a ex-senadora defendeu que o vice-presidente Geraldo Alckmin receba um papel de maior destaque e visibilidade. Segundo sua avaliação, a figura do ex-governador de São Paulo é um ativo estratégico fundamental para aproximar a candidatura de setores cruciais, como o empresariado, o mercado financeiro e o eleitorado paulista.
Abreu também avaliou com bons olhos a especulação em torno da possível indicação de Alckmin para o comando do Ministério da Fazenda em um eventual novo mandato, embora o cenário ainda seja tratado apenas como hipótese no campo governista.
Em resposta à repercussão das declarações, a equipe responsável pela comunicação e agenda de Janja emitiu nota ao portal UOL reafirmando que a primeira-dama seguirá ativa na campanha e que todas as suas aparições e discursos contam com o aval direto do presidente Lula.