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“Já fiz minha parte”: Flávio Bolsonaro recua e deixa crise das tarifas americanas no colo de Lula

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que não fará novas articulações com autoridades dos Estados Unidos para tentar reverter a alíquota de 37,5% imposta a produtos exportados pelo Brasil. Durante agenda em Alagoas, o senador afirmou abertamente que não interferirá mais nas tratativas no momento, argumentando já ter cumprido seu papel ao tratar do assunto anteriormente com representantes norte-americanos.

A atuação anterior do parlamentar incluiu uma reunião em maio com o presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, além de encontros com outros integrantes do governo norte-americano para solicitar a suspensão das barreiras comerciais. Naquela ocasião, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) conduzia investigações sobre o mercado brasileiro, examinando supostas práticas anticoncorrenciais relacionadas a instrumentos como o PIX.

Atrito político e projeção de governo

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As agendas nos Estados Unidos, acompanhadas por manifestações de aliados, motivaram críticas do governo atual, que acusou o senador de interferir indevidamente nos canais formais de negociação. Ao responder aos questionamentos da imprensa, Flávio sustentou que a responsabilidade pelas tratativas imediatas cabe à atual gestão e afirmou que só voltará a negociar diretamente sobre as tarifas caso seja eleito para a Presidência da República.

Próximos passos diplomáticos

Enquanto as discussões políticas prosseguem, a diplomacia comercial brasileira tenta abrir espaço de diálogo com Washington. Está agendada uma reunião virtual entre o ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e o representante comercial norte-americano Jamieson Greer para iniciar formalmente as discussões sobre o pacote tarifário, que soma uma sobretaxa inicial de 25% por questões concorrenciais e um adicional posterior de 12,5%.

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