China desenvolve novos mísseis hipersônicos capazes de atingir o território dos EUA e bases americanas
Pequim desenvolveu veículos hipersônicos planadores (HGVs) equipados com capacidade para disparar mísseis ar-ar, visando neutralizar alvos estratégicos de alto valor, como aeronaves de comando e controle, localizados a milhares de quilômetros. A inovação integra uma estratégia ampla das forças armadas chinesas para adaptar seu vasto arsenal a múltiplos cenários de combate. Segundo relatórios recentes, a tecnologia hipersônica e os mísseis de cruzeiro do país também receberam capacidades antinavio e de combate aéreo, criando um cenário complexo para a superioridade tática de nações rivais em eventuais conflitos regionais.
Alcance global e impacto estratégico
A capacidade operacional desses armamentos amplia significativamente o raio de alcance das defesas chinesas. Um projétil lançado pelo míssil DF-17 pode percorrer cerca de 2.400 quilômetros, distância próxima ao território estratégico de Guam, base das forças armadas dos Estados Unidos no Pacífico. Já o modelo DF-27 apresenta um alcance estimado em oito mil quilômetros, o que coloca regiões como o Havaí sob sua área de cobertura direta. Por realizarem manobras imprevisíveis dentro da atmosfera em altas velocidades, os veículos planadores tornam os métodos tradicionais de interceptação e defesa antiaérea substancialmente menos eficazes.
Aceleração industrial e expansão de arsenal
Dados divulgados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos indicam que a China intensificou o ritmo de fabricação de armamentos táticos ao maior nível registrado na última década. Estimativas apontam que o estoque militar chinês superou a marca de 3.150 mísseis balísticos e 300 mísseis de cruzeiro lançados do solo, representando crescimentos expressivos de 147% e 50%, respectivamente, em relação aos índices observados em meados de 2015. A combinação entre volume de produção e vanguardismo tecnológico consolida a maior frota de mísseis do planeta em operação contínua.