Irã minimiza ‘mãe de todas as bombas’ dos EUA, promete superarma secreta e prevê ataque a cabos de internet no Golfo
Os Estados Unidos não serão capazes de deter o avanço da indústria nuclear iraniana, mesmo que decidam empregar a GBU-43/B MOAB, conhecida como a “mãe de todas as bombas”. A declaração foi feita por Hossein Mohebi, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), em entrevista à imprensa local. De acordo com o porta-voz, o eventual uso do artefato por Washington não forçará a rendição de Teerã, tampouco levará à reabertura do Estreito de Ormuz ou à paralisação do programa nuclear do país. Mohebi lembrou ainda que o exército norte-americano já utilizou esse tipo de armamento no passado e afirmou que o próprio Irã planeja revelar em breve sua versão de uma “mãe de todas as bombas”, prometendo uma surpresa aos seus adversários.
Planos de ataque de Washington e novas armas em pauta
O posicionamento de Teerã ocorre após revelações da imprensa internacional de que o Pentágono desenvolveu novos planos de ataque contra o território iraniano. As opções incluem a aplicação do arsenal não nuclear de maior poder destrutivo dos EUA contra instalações nucleares e infraestruturas energéticas iranianas, caso o presidente Donald Trump ordene a retomada das ofensivas. Fontes estratégicas indicam que a intenção de Washington seria realizar bombardeios pontuais de grande impacto para declarar vitória e acelerar a retirada das tropas da região.
Ameça a cabos submarinos e escalada regional
Em resposta às ameaças à sua infraestrutura civil, as forças armadas iranianas alertaram para o risco de retaliações diretas contra ativos estratégicos dos EUA e de seus aliados regionais. O general Yadollah Javani, também da IRGC, afirmou à emissora estatal Al-Alam que a República Islâmica usará todo o seu poder de fogo para responder a eventuais danos. Entre os alvos prioritários indicados pelo oficial estão sete dos principais cabos submarinos de fibra óptica que passam pelo Estreito de Ormuz, cruciais para a navegação e para a conexão de dados dos países do Golfo com a rede mundial.
O Estreito de Ormuz permanece no centro da crise militar desde o aumento dos confrontos entre o Irã, os EUA e Israel no início do ano. Nas últimas semanas, Teerã intensificou investidas contra petroleiros e navios mercantes na passagem chave para o comércio mundial de petróleo e gás. O objetivo da estratégia iraniana é pressionar a economia global, elevando o custo dos combustíveis e ampliando a pressão política sobre a administração norte-americana antes do pleito legislativo.