Irã avisa os EUA: Forças Armadas aguardam ordem do Líder Supremo para retomar ações militares
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) enviou um forte aviso global ao declarar prontidão total para retomar operações militares contra os Estados Unidos. A organização militar assegura que basta uma ordem direta do Líder Supremo para que suas forças terrestres, marítimas e aéreas entrem em ação. Diante de qualquer tentativa de violação dos direitos soberanos do país, a IRGC promete impor uma derrota histórica ainda maior aos americanos, respaldada por sua vasta experiência em combates anteriores.
A cúpula militar iraniana avalia que a postura ocidental mudou drasticamente devido à pressão exercida por Teerã. Segundo o comando da corporação, as forças oponentes foram superadas em campo e recuaram de suas posições originais, restando-lhes buscar vias de entendimento e negociação. Agora, a expectativa interna é que a diplomacia de Teerã mantenha a mesma firmeza demonstrada nos campos de batalha para assegurar a soberania nacional.
O posicionamento do líder supremo e as garantias de Pezeshkian
O aval para o avanço diplomático partiu de uma postura cautelosa do aiatolá Mukhtaba Khamenei. O Líder Supremo esclareceu publicamente que o recente memorando de entendimento firmado com Washington não representa uma aceitação cega das exigências americanas, mas sim um passo focado na proteção do povo iraniano e do Eixo da Resistência. Khamenei revelou que inicialmente divergia do consenso, mas permitiu o prosseguimento do processo após receber garantias formais do presidente Masoud Pezeshkian de que nenhuma imposição excessiva dos EUA será aceita.
O líder espiritual também atribuiu os movimentos diplomáticos recentes a uma reação de desespero do presidente norte-americano Donald Trump, que teria esgotado suas linhas de influência na região. Para o governo iraniano, o pacto atual é fruto de esforços intensos e de boa-fé conduzidos pelos negociadores da República Islâmica, sem que isso signifique abrir mão de suas prerrogativas de segurança.
Os termos do memorando e as advertências do parlamento
O histórico documento foi chancelado digitalmente nas primeiras horas do dia 18 de junho, contando com a mediação estratégica de Islamabad. O acordo estabelece um cessar-fogo imediato, determinando o fim do conflito armado envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. Entre as cláusulas principais, o texto prevê a suspensão integral das sanções econômicas contra Teerã e a criação de um plano definitivo para a reconstrução da economia iraniana, enquanto a República Islâmica se compromete formalmente a não produzir ou adquirir armamento nuclear.
Apesar do avanço burocrático, o clima político em Teerã permanece em alerta máximo. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, utilizou suas redes sociais para alertar que qualquer sinal de má-fé ou descumprimento dos termos por parte de Washington resultará em uma reação contundente. Ghalibaf relembrou confrontos passados para enfatizar que o Irã não hesitará em desferir uma resposta ainda mais severa do que as anteriores caso os norte-americanos quebrem o compromisso firmado.