Forte terremoto atinge Japão enquanto país mantém vigilância contra megaterremoto
A terra voltou a tremer com força no Japão na madrugada desta segunda-feira. Um abalo sísmico de magnitude 6,2 atingiu a região sul de Hokkaido por volta das 5h30 (horário local), conforme dados divulgados pela Agência Meteorológica do Japão (JMA) e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O epicentro foi registrado a uma profundidade de 83 quilômetros, situando-se a cerca de 200 km a leste de Sapporo.
Nas cidades de Urahoro e Niikappu, o tremor alcançou o nível 5 na escala de intensidade japonesa, o que representa um impacto considerável para a infraestrutura local. Apesar do susto, as autoridades não emitiram alertas de tsunami. A previsão dos especialistas americanos é de que os danos materiais e os riscos à vida sejam mínimos, principalmente devido à baixa densidade demográfica na zona mais afetada pelo fenômeno.
Natureza do evento e alertas vigentes
Em coletiva de imprensa, Ayataka Ebita, representante da JMA, esclareceu que este tremor é considerado um “evento isolado”. Segundo o porta-voz, o terremoto de hoje não possui relação direta com o alerta especial de “megaterremoto” — risco de magnitude 8,0 ou superior — que foi emitido após o sismo de 7,7 ocorrido na costa de Iwate na última semana. Entretanto, Ebita alertou que a estabilidade do solo nas áreas atingidas está comprometida, elevando consideravelmente o perigo de deslizamentos de terra e quedas de rochas.
O alerta especial mencionado, que engloba 182 municípios entre Hokkaido e Chiba, tem previsão de expirar na tarde desta segunda-feira. Criado em 2022, este protocolo de segurança foi acionado apenas pela segunda vez na história do país. Mesmo com o possível levantamento do alerta, as autoridades enfatizam que a vigilância deve ser mantida, orientando a população a manter kits de emergência prontos e planos de evacuação atualizados.
O contexto sísmico no arquipélago
O Japão é rotineiramente testado pela natureza por estar localizado sobre o encontro de quatro grandes placas tectônicas no “Anel de Fogo do Pacífico”. Com uma média impressionante de 1.500 tremores anuais, o país responde por quase 20% da atividade sísmica global de grande magnitude. Eventos recentes, como o da semana passada que deixou seis feridos e gerou ondas de tsunami de até 80 centímetros em Iwate, reforçam a necessidade constante de preparação.
O trauma coletivo de 2011 ainda molda a resposta japonesa a esses desastres. Naquele ano, um terremoto de magnitude 9,0 provocou um tsunami catastrófico que resultou em 18.500 mortos ou desaparecidos, além do grave acidente nuclear em Fukushima. Por essa razão, cada novo tremor é tratado com extremo rigor técnico e seriedade pelas agências de monitoramento e pela defesa civil do país.