Flávio Bolsonaro assume liderança numérica contra Lula no 2º turno em pesquisa; veja números

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Um novo levantamento da Quaest, encomendado pela Genial Investimentos e divulgado nesta quarta-feira (15), aponta um cenário de acirramento inédito para a sucessão presidencial. Pela primeira vez na série histórica do instituto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) em uma simulação de segundo turno, registrando 42% das intenções de voto contra 40% do petista. Embora configure um empate técnico dentro da margem de erro, o resultado consolida uma trajetória de crescimento do parlamentar e de desgaste do atual mandatário.

O avanço de Flávio Bolsonaro reflete uma tendência observada desde o final do ano passado. Em dezembro, Lula ostentava uma liderança confortável de dez pontos percentuais, vantagem que encolheu gradualmente nos meses seguintes: caiu para sete pontos em janeiro, cinco em fevereiro e chegou ao empate exato de 41% em março. Agora, a inversão numérica marca um ponto de inflexão na disputa. O estudo ouviu 2.004 cidadãos entre os dias 9 e 13 de abril, apresentando um nível de confiança de 95% sob o registro TSE BR-09285/2026.

Desempenho de Lula frente a outros nomes da oposição

Apesar do revés contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula mantém a liderança quando confrontado com outros potenciais candidatos. No embate contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista soma 43% frente a 36% do mineiro, que vem subindo consistentemente desde fevereiro. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o cenário é semelhante: Lula lidera com 43% contra 35% do governador de Goiás.

A pesquisa também testou nomes com menor recall ou estreantes na sondagem. O presidente mantém uma margem ampla contra Renan Santos (Missão), vencendo por 44% a 24%. Já contra o escritor e pré-candidato Augusto Cury (Avante), testado pela primeira vez, Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o opositor registra 23%. Nestes cenários, o volume de votos brancos, nulos e de eleitores que afirmam que não pretendem votar permanece elevado, oscilando entre 17% e 28%.

Popularidade do governo e recortes demográficos

A erosão das intenções de voto do presidente coincide com a oscilação negativa na avaliação de sua gestão. A desaprovação ao trabalho de Lula atingiu 52%, enquanto a aprovação recuou para 43%, mantendo uma trajetória de queda iniciada em outubro de 2025. A resistência ao governo é particularmente acentuada entre os jovens de 16 a 34 anos, onde o índice de rejeição chega a 56%, e entre o eleitorado feminino, público estratégico para o pleito, que registra 49% de desaprovação.

Geograficamente, o governo federal enfrenta desafios severos na maior parte do país, com taxas de desaprovação que superam os 58% nas regiões Sudeste, Sul e no bloco Centro-Oeste/Norte. O Nordeste permanece como o único reduto de suporte majoritário ao presidente, garantindo 63% de aprovação, ainda que tenha registrado uma leve queda de dois pontos em relação ao mês anterior.

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