Meteoros de brilho intenso cruzam o céu gaúcho em um único dia; veja vídeo
O céu do Rio Grande do Sul foi palco, nesta terça-feira (2), do registro de dois meteoros classificados como “fireballs”. O fenômeno, que se destaca pela intensidade do brilho, despertou o interesse da comunidade científica e foi devidamente monitorado pelo Observatório Heller & Jung. Conhecidos tecnicamente como bolas de fogo, esses eventos ocorrem quando fragmentos de cometas ou asteroides atingem a atmosfera terrestre em velocidades elevadas. O processo de atrito gera um aquecimento extremo e uma luminosidade superior à do planeta Vênus, permitindo que sejam visualizados mesmo a longas distâncias.
Detalhes das detecções e trajetórias
O monitoramento preciso realizado pelo observatório permitiu identificar a cronologia e a localização de ambos os fenômenos. O primeiro registro aconteceu durante a madrugada, às 3h06, apresentando uma magnitude de -4,3. A trajetória do objeto seguiu em direção sudoeste, finalizando sua desintegração sobre a cidade de Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Mais tarde, às 20h35, um segundo bólido cruzou a atmosfera gaúcha com um brilho ainda mais intenso, atingindo uma magnitude de -5,1. O rastro luminoso foi observado na região sul do estado, e o ponto final de sua extinção foi identificado sobre o município de Mostardas, localizado no litoral gaúcho.
Análise química e segurança dos fenômenos
A tecnologia aplicada durante a captura das imagens do segundo meteoro permitiu avançar na compreensão de sua origem. O uso de câmeras com grade de difração possibilitou a decomposição da luz emitida, técnica que viabiliza a identificação da composição química do objeto. As análises preliminares apontam que se tratava, provavelmente, de um meteoroide rochoso, composto majoritariamente por ferro, magnésio e sódio, com a possível presença de vestígios de cálcio.
É importante ressaltar que, embora o espetáculo visual possa ser impressionante, esses eventos não representam riscos à população. Conforme observado em ambos os casos registrados no Rio Grande do Sul, a grande maioria dos fireballs se desintegra completamente ao interagir com as camadas atmosféricas, sem que qualquer fragmento atinja a superfície terrestre.