EUA expandem ofensiva naval contra redes do Irã e apreendem petroleiro apátrida no Indo-Pacífico; veja vídeo
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos confirmou, nesta terça-feira, que forças navais americanas realizaram uma operação de abordagem ao navio M/T Tifani em águas sob jurisdição do Comando Indo-Pacífico (INDOPACOM). Segundo o relatório oficial, a embarcação foi classificada como “sem bandeira”, embora estivesse autorizada a navegar. A ação, descrita como um exercício do direito de visita e interdição marítima, ocorreu durante o período noturno e foi concluída sem o registro de incidentes armados.
Washington reiterou que a operação faz parte de uma estratégia mais ampla para sufocar redes logísticas ligadas a Teerã. O governo americano enfatizou que manterá esforços globais para interceptar embarcações sancionadas que, sob sua análise, forneçam suporte material aos interesses do Irã. De acordo com o comunicado, o objetivo central é desmantelar fluxos ilícitos e garantir que navios sob sanção não encontrem refúgio em águas internacionais, restringindo permanentemente sua liberdade de manobra no domínio marítimo.
Escalada de tensões e o incidente com o M/V Touska
Esta nova movimentação ocorre em um cenário de alta volatilidade, sucedendo um episódio mais agressivo registrado no último domingo. Na ocasião, forças dos EUA apreenderam o cargueiro de bandeira iraniana M/V Touska no norte do Mar Arábico. O Comando Central (CENTCOM) relatou que o USS Spruance efetuou disparos com um canhão Mk 45 contra a embarcação após a tripulação ignorar advertências sobre a violação de um bloqueio imposto pelos americanos.
A ofensiva gerou uma resposta imediata e severa do Ministério das Relações Exteriores do Irã. O governo iraniano classificou a apreensão como um ato de pirataria e uma violação direta do direito internacional e do recente acordo de cessar-fogo estabelecido entre as partes. Teerã alertou que os Estados Unidos deverão arcar com as consequências dessa escalada perigosa, afirmando que o país utilizará todos os mecanismos disponíveis para proteger sua soberania nacional e os direitos de seus cidadãos frente às ações de Washington.