EUA enviam maior porta-aviões do mundo e aeronaves de reabastecimento para a costa de Israel em meio a possível guerra com o Irã
O USS Gerald R. Ford, reconhecido como o maior porta-aviões do planeta, tem chegada prevista ao porto de Haifa nesta segunda-feira. A movimentação representa o mais expressivo reforço das tropas dos Estados Unidos no Oriente Médio em um momento crítico, onde Jerusalém e Washington alinham estratégias para uma possível guerra contra o Irã.
Além do imponente navio, o suporte logístico americano foi intensificado com a chegada de navios-tanque e aeronaves de reabastecimento em diversos pontos estratégicos de Israel, sinalizando uma prontidão militar sem precedentes na região.
O valor estratégico e simbólico de Haifa
A escolha de Haifa para a atracagem do Grupo de Ataque de Porta-Aviões 12 não é casual. A cidade, que abriga o quartel-general da Marinha de Israel e a maior refinaria de petróleo do país, ainda carrega as marcas dos confrontos de junho, quando mísseis causaram danos estruturais severos e deixaram dezenas de feridos.
O porto local, um alvo constante de ameaças iranianas, volta a ser o centro das atenções globais com a presença da frota americana, que atravessou o Estreito de Gibraltar sob monitoramento internacional, embora a Marinha dos EUA mantenha discrição sobre o cronograma exato das operações portuárias.
Expansão do efetivo e prontidão militar
A chegada do porta-aviões Ford injeta milhares de novos militares ao já robusto contingente americano no Oriente Médio, que atualmente supera a marca de 40.000 soldados distribuídos em diversas bases. Esse aumento do poder de fogo ocorre após semanas de expansão deliberada do arsenal dos Estados Unidos na região.
O reforço no terreno é acompanhado por uma vigilância rigorosa sobre a infraestrutura energética de Israel, especialmente após as paralisações temporárias causadas por ataques anteriores contra refinarias e instalações industriais secundárias.
Medidas de precaução e evacuação diplomática
Paralelamente ao avanço militar, o campo diplomático também demonstra sinais de alerta máxima. Na segunda-feira, a Embaixada dos Estados Unidos em Beirute iniciou a evacuação de dezenas de funcionários não essenciais, utilizando o Aeroporto Internacional Rafic Hariri.
O Departamento de Estado dos EUA confirmou que a ação é uma “medida de precaução” diante da previsão de novos desdobramentos regionais. O esvaziamento parcial da representação no Líbano, somado à chegada da frota de ataque a Israel, desenha um cenário de expectativa por uma escalada iminente nas tensões entre as potências ocidentais e Teerã.


