EUA e Israel definem a data de retomada de ataques contra o Irã enquanto IDF bombardeiam 100 alvos do Hezbollah

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Os Estados Unidos e Israel iniciaram preparativos intensos para uma possível retomada de ataques conjuntos contra o Irã já na próxima semana. A informação, revelada pelo jornal New York Times, baseia-se no relato de duas autoridades do Oriente Médio sob condição de anonimato. De acordo com as fontes, esta é a mobilização militar mais significativa desde o cessar-fogo mediado pelo Paquistão no início de abril, sinalizando uma fragilidade iminente na trégua da região.

Em Washington, o cenário de prontidão foi endossado pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. Em declaração aos parlamentares, Hegseth confirmou que o Pentágono possui estratégias desenhadas para responder a qualquer cenário, incluindo planos para intensificar o conflito, recuar ou realocar ativos militares estrategicamente, caso seja necessário.

O impasse diplomático e a questão nuclear

O presidente Donald Trump manifestou publicamente sua frustração com a postura de Teerã em relação aos canais diplomáticos. Em entrevista à Fox News, Trump acusou o governo iraniano de descumprir os compromissos assumidos, afirmando que os acordos parecem ser esquecidos pelo Irã logo no dia seguinte às negociações. Um dos pontos centrais de atrito envolve a exigência de que o Irã transfira seu urânio enriquecido para os EUA, que ficariam responsáveis pela extração do material armazenado em instalações subterrâneas.

A reação de Teerã veio por meio do Parlamento iraniano. O porta-voz de Segurança Nacional, Ebrahim Rezaei, alertou que o país poderá elevar o enriquecimento de urânio para o patamar crítico de 90% caso as ofensivas militares sejam retomadas. Em contrapartida, Trump minimizou a ameaça, sugerindo que a postura iraniana tem fins de relações públicas, mas alertou que sua paciência com a liderança do país está se esgotando, chegando a mencionar o risco de “aniquilação” caso um consenso não seja alcançado.

Conflitos paralelos no Líbano

Enquanto a pressão sobre o Irã aumenta, a atividade militar na região segue intensa em outras frentes. Durante o último fim de semana, as Forças de Defesa de Israel realizaram ataques contra cerca de 100 alvos ligados ao Hezbollah no sul do Líbano. As operações atingiram infraestruturas, postos de observação e depósitos de armas, com foco inicial em áreas estratégicas e, posteriormente, em instalações na região de Tiro.

Como resposta, o Hezbollah efetuou disparos de projéteis, morteiros e drones explosivos em direção ao território israelense. Embora os artefatos tenham caído próximos às áreas de operação das tropas de Israel, as autoridades informaram que as investidas não chegaram a acionar as sirenes de alerta nas zonas urbanas do país, mantendo o ambiente de monitoramento constante e prontidão máxima na fronteira.

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