EUA destroem petroleiros iranianos em retaliação a mísseis; IRGC ataca alvos no Golfo e faz petróleo disparar

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As Forças Armadas dos Estados Unidos destruíram diversos petroleiros iranianos no Golfo de Omã e nas proximidades da ilha de Kharg. A ação, conduzida pelo Comando Central dos EUA (Centcom), ocorreu em resposta a disparos de mísseis balísticos realizados pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) contra um navio de guerra americano nos últimos dias. Segundo o Centcom, o navio da Marinha americana escapou ileso e as tripulações das embarcações iranianas foram alertadas para evacuar antes dos impactos.

O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reforçou a postura de retaliação de Washington durante agenda na Colômbia, advertindo que cada tentativa do Irã de atingir alvos americanos resultará no afundamento de novas embarcações. Do outro lado, Teerã alega ter alvejado uma base militar dos EUA na Jordânia — onde a defesa aérea local interceptou 18 de 20 mísseis —, além de afirmar ter atacado outros dois navios americanos e oito petroleiros na região do Golfo.

Escalação regional e disparada do petróleo

A retomada direta das hostilidades entre Washington e Teerã encerrou uma breve trégua observada em agosto e provocou reflexos imediatos no mercado financeiro global. No início do pregão asiático de quarta-feira, a cotação do barril de petróleo ultrapassou a marca dos US$ 100, atingindo patamares não vistos desde julho.

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O conflito também se expandiu para outras frentes no Oriente Médio. Rebels Houthis do Iêmen, aliados de Teerã, lançaram dezenas de drones e mísseis contra quatro cidades na Arábia Saudita, ferindo mais de 70 pessoas e incendiando infraestruturas petrolíferas no sul do país. O governo saudita já confirmou que responderá às agressões.

Disputa tecnológica e bloqueios em Ormuz

Paralelamente aos confrontos no mar, desdobrou-se um impasse sobre a apreensão de um drone submarino americano no Estreito de Ormuz pela IRGC, que classificou o feito como uma operação complexa de inteligência. A Marinha dos EUA minimizou o episódio, esclarecendo que se tratava de um equipamento antigo, defeituoso e desprovido de tecnologias sensíveis de radar ou sonar.

A rota marítima segue no centro da crise global: há mais de seis meses, o Irã impõe um bloqueio ao Estreito de Ormuz — canal responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo e gás do mundo —, enquanto os EUA mantêm o cerco aos portos iranianos. O conflito prolongado já deixou milhares de mortos em decorrência dos bombardeios americanos e israelenses no Irã, além de contabilizar a morte de 18 militares dos EUA.

Articulação diplomática e posição da Coreia do Sul

Diante do risco de desabastecimento e da ameaça à livre navegação, a diplomacia internacional intensificou as discussões. Em Paris, os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, reuniram-se para tratar da segurança marítima na região.

Seul enviou uma equipe de inspeção aos Emirados Árabes Unidos para avaliar os riscos locais, mas reiterou que a missão possui caráter estritamente informativo e não prevê envio imediato de tropas. O governo sul-coreano também desmentiu rumores de que a Casa Branca teria fixado um prazo para o envio de ativos militares ao estreito, embora confirme que estuda alternativas para colaborar com a proteção das rotas comerciais.

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