Em discurso inflamado, Mojtaba Khamenei afirma que Israel está próximo dos estágios finais de sua destruição
Em pronunciamento oficial via redes sociais, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que os países do Oriente Médio não servirão mais como abrigo para bases militares dos Estados Unidos. A declaração, publicada em sua conta oficial em farsi no Twitter, foi feita em celebração à peregrinação anual do Hajj a Meca, um dos rituais mais sagrados do Islã. Em tom incisivo, Khamenei assegurou que as nações e territórios regionais deixarão de atuar como escudo para os interesses de Washington, privando os americanos de um refúgio seguro para suas operações e instalações militares na área.
Atualmente, o Comando Central dos EUA (Centcom), embora tenha quartel-general na Flórida, mantém uma robusta infraestrutura militar de caráter permanente em diversos países da região. Entre os aliados estratégicos que abrigam essas instalações e tropas americanas estão o Catar, o Bahrein, o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e a Jordânia.
Escala das ameaças contra Israel e referências proféticas
O discurso do líder iraniano também reservou duras críticas e ameaças diretas a Israel, classificando o país como um regime instável e um “tumor cancerígeno”. Segundo Khamenei, o Estado israelense teria se aproximado dos estágios finais de sua destruição. Para embasar a afirmação, ele resgatou uma previsão feita há cerca de uma década por seu pai e antecessor, Ali Khamenei, que estipulava o fim da existência de Israel em um prazo de 25 anos — restando, portanto, 15 anos para o cumprimento do prognóstico.
Elogios ao Hezbollah e balanço de confrontos militares
Na mesma série de publicações, Khamenei enalteceu o papel do Hezbollah no Líbano, grupo que atua como força paramilitar alinhada a Teerã na fronteira com Israel. O líder supremo destacou que os combatentes da chamada frente de resistência obtiveram vitórias expressivas contra o que chamou de exércitos terroristas americano-sionistas. O governante também exaltou o desempenho do próprio Irã na Operação Leão Rugidor, alegando que a ação deixou as defesas israelenses vulneráveis e desferiu um golpe contra as forças americanas, frustrando as tentativas de Washington de forçar a rendição do regime persa.
De acordo com Khamenei, essa postura deve consolidar os slogans de oposição a essas duas nações como um lema comum entre o povo islâmico e os jovens ao redor do mundo. Vale notar que essas mesmas expressões de hostilidade integram oficialmente a bandeira dos Houthis, grupo rebelde que conta com o apoio financeiro e militar do Irã no Iêmen.