Do desespero à glória: Messi comanda virada histórica sobre o Egito e coloca a Argentina nas quartas
Em um confronto que já entra para o panteão das partidas memoráveis, a Argentina protagonizou uma virada histórica contra o Egito. Após se ver em uma situação delicada, perdendo por 0-2 e com o fantasma de uma eliminação precoce rondando, a equipe albiceleste buscou forças em seu maior ídolo. Entre os minutos 79 e 91, os atuais campeões mundiais marcaram três gols, transformando o desespero em uma vitória monumental que reafirma o espírito inabalável da seleção sul-americana.
O domínio egípcio e a crise argentina
O início do duelo foi marcado pelo inesperado controle egípcio. Sob o comando estratégico de Hossam Hassan, a equipe africana impôs seu ritmo e abriu o placar aos 15 minutos com o zagueiro Ibrahim, aproveitando uma bola aérea. A Argentina, apesar de pressionar, enfrentou uma barreira intransponível no goleiro Shobeir, que se destacou ao defender um pênalti cobrado por Lionel Messi aos 19 minutos, além de realizar defesas providenciais em lances de Mac Allister e Julián Álvarez. O primeiro tempo encerrou-se com a sensação de que, apesar da desvantagem, os argentinos mereciam melhor sorte.
A segunda etapa começou com um momento de alta tensão e polêmica. Um gol egípcio, que contava com uma construção brilhante envolvendo Hassan, Salah e uma finalização precisa de Zico, foi anulado pela arbitragem por uma falta considerada leve. O lance gerou intensos protestos, pois, minutos depois, o Egito ampliou a vantagem para 0-2, aproveitando uma transição rápida. O cenário parecia desolador para a Argentina, que via sua permanência na Copa do Mundo ameaçada por uma derrota que muitos já consideravam selada.
O brilho eterno de Messi e a consagração final
Foi no momento mais crítico que Lionel Messi assumiu o protagonismo, provando mais uma vez por que é considerado por muitos um “extraterrestre” do futebol. Aos 79 minutos, o capitão serviu Cuti Romero para o primeiro gol argentino.
Apenas quatro minutos depois, o próprio camisa 10 balançou as redes, igualando o marcador. A “loucura” argentina foi completa aos 91 minutos, quando Enzo garantiu a virada por 3-2. Com esse tento, Messi atingiu a marca de oito gols nesta edição do torneio, tornando-se o artilheiro isolado e acumulando seu quarto prêmio de melhor jogador da partida em cinco jogos.
Recordes históricos e a catarse do capitão
O desempenho de Messi diante do Egito não foi apenas decisivo para o resultado, mas também para consolidar seu nome nos registros históricos do futebol. Com 21 gols em Mundiais, o argentino ampliou seu recorde absoluto como maior artilheiro da história da competição. Além disso, ele agora divide o 6º lugar na lista de maiores goleadores em uma única edição de Copa, ao lado de nomes como Ronaldo Fenômeno e Kylian Mbappé.
Ao apito final, a reação incomum e visceral de Messi refletiu a imensa tensão vivida em campo: uma mistura de alívio e catarse de um capitão que, após perder um pênalti e ver sua seleção à beira da eliminação, conduziu o país ao triunfo, provando que os campeões mundiais não se deixam abater facilmente.