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Colapso glacial no Nepal e Tibete: número de mortos dobra e resgates enfrentam mar de lama em busca de sobreviventes

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Equipes de resgate intensificam as buscas por quase 1.500 pessoas, predominantemente turistas, que continuam desaparecidas na sequência de uma enchente repentina e catastrófica no Nepal e no Tibete. A torrente de água desceu pelos vales com força destrutiva, dizimando aldeias inteiras e deixando um rastro de pelo menos 362 mortos. As operações enfrentam severos obstáculos logísticos devido ao bloqueio de estradas e à destruição de dezenas de pontes na região afetada. Unidades de emergência, contando com o apoio de forças militares e aeronaves, trabalham contra o relógio para resgatar sobreviventes e realizar a evacuação de feridos com destino a Katmandu.

A ausência de energia elétrica e comunicação força a polícia local a registrar manualmente a lista de desaparecidos nos pontos de apoio sob a luz de celulares, enquanto parentes desesperados aguardam por notícias.

Relatos de sobreviventes e perdas

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As testemunhas descrevem a chegada da água como uma parede gigante que não deu margem para fuga. Sobreviventes relatam ter sido arrastados por quilômetros antes de conseguirem se segurar em estruturas improvisadas, enquanto acompanhavam o desaparecimento de familiares na lama.

Entre os desaparecidos estão dezenas de estrangeiros de diversas nacionalidades — incluindo cidadãos da Índia, EUA, Reino Unido, Austrália e Canadá —, muitos dos quais integravam grupos de trekking ou realizavam a peregrinação sagrada ao Monte Kailash Mansarovar.

Trecho danificado de rodovia no Nepal após enchente repentina. Fotografia: Subaas Shrestha/NurPhoto/Shutterstoc

Mobilização e apoio internacional

Diante do cenário crítico, autoridades do Nepal e da China mobilizaram centenas de socorristas, cães farejadores e veículos especializados, com supervisão direta de líderes governamentais na zona afetada.

Organizações internacionais, como a Cruz Vermelha e a ONU, já iniciaram a entrega de suprimentos de emergência, enquanto governos estrangeiros anunciaram fundos de assistência humanitária para apoiar as vítimas e reestruturar o atendimento no local.

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