Ciclone bomba e massa polar trazem neve, geada e onda de frio ao Brasil a partir de hoje
O cenário meteorológico no Brasil sofre uma mudança drástica a partir desta sexta-feira, dia 8, com a chegada da primeira massa de ar polar de grande intensidade do ano. Segundo previsões da Climatempo, o fenômeno deve derrubar as temperaturas em grande parte do centro-sul do país, mantendo o clima gelado pelo menos até a próxima quarta-feira. Esta frente fria é impulsionada por um sistema de baixa pressão na Argentina e um ciclone extratropical em rápida intensificação no oceano, que, embora não atinja diretamente o território brasileiro, favorece a entrada do ar gelado e provoca fortes rajadas de vento.
Riscos de tempestades e fenômenos de inverno
Antes do declínio térmico acentuado, o avanço do sistema frontal gera instabilidades severas, especialmente na região Sul. Há alertas para temporais com chuva volumosa, queda de granizo e ventos que podem superar os 90 km/h. Com o estabelecimento da massa polar, o destaque passa a ser a possibilidade de geada de forte intensidade em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Além disso, existe uma baixa probabilidade de precipitação invernal, como neve ou chuva congelada, nas áreas serranas mais elevadas do Sul entre a noite de sábado e a madrugada de domingo.
Queda nas temperaturas e recordes nas capitais
Os termômetros devem registrar marcas negativas nas serras gaúcha e catarinense, enquanto diversos estados brasileiros experimentarão mínimas entre 10°C e 15°C. Curitiba desponta como uma das capitais mais frias, com previsão de apenas 4°C na segunda-feira, acompanhada de nevoeiro. Em São Paulo, o ápice do frio deve ocorrer na terça-feira, com mínima de 11°C. Até mesmo regiões do Norte sentirão o impacto através da primeira “friagem” do ano, que levará temperaturas mais amenas e ventos frescos para o Acre, Rondônia e o sul do Amazonas.
O ciclone associado a esta frente fria possui características de “ciclone bomba” devido à rápida queda da pressão atmosférica. Embora seus efeitos mais destrutivos fiquem concentrados no Uruguai e na Argentina, o Brasil sentirá reflexos na forma de “rajadas secas” de vento, mesmo em áreas sem nebulosidade. Enquanto o centro-sul foca no frio e na geada, o Norte e o Nordeste continuam sob influência da alta umidade e da Zona de Convergência Intertropical, mantendo o risco de temporais isolados e acumulados elevados de chuva em estados como Amapá, Pará e Ceará.