Caso Master: Plenário repercute denúncias e oposição exige prisão de Moraes e saída do diretor da PF 

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Parlamentares da oposição protocolaram nesta terça-feira (1º) uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) exigindo a prisão preventiva e o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investida é liderada no Senado por Rogério Marinho (PL-RN) e na Câmara por Cabo Gilberto Silva (PL-PB), com apoio do partido Novo e do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). O grupo também formalizou um pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os documentos foram apresentados após a revelação de elementos de uma investigação sobre o Banco Master que apontam conexões entre o ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e o magistrado. Para a oposição, a continuidade de Moraes no cargo representa risco de interferência nas diligências em curso.

Repercussão e pressões no Plenário do Senado

O teor das investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — preso desde março e com o Banco Master liquidado pelo Banco Central no final do ano passado por fraudes — motivou uma onda de discursos inflamados na tribuna do Senado. Um bloco pluripartidário formado por nomes como Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Viana (PSD-MG), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Damares Alves (Republicanos-DF) exigiu o afastamento imediato do ministro por meio de impeachment ou renúncia. Da tribuna, Carlos Viana classificou a medida como indispensável para a preservação institucional do Judiciário e confirmou o protocolo de uma nova solicitação de impedimento. No mesmo sentido, Alessandro Vieira sustentou que a conduta revelada nos relatórios da Polícia Federal inviabiliza a permanência do ministro na corte, enquanto outros parlamentares, a exemplo de Cleitinho e Flávio Bolsonaro, cobraram explicações formais e apontaram supostos crimes de responsabilidade.

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O cenário dos pedidos de impeachment no Congresso

Questionado por jornalistas após o encerramento da sessão no Plenário a respeito do conteúdo das conversas reveladas entre o ministro e o ex-banqueiro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evitou emitir juízo de valor sobre o caso específico. Contudo, o parlamentar chamou atenção para o volume histórico de contestações acumuladas na Casa contra a cúpula do Judiciário. Segundo Alcolumbre, tramitam atualmente no Congresso Nacional 109 pedidos de impeachment direcionados aos ministros do STF, um patamar que, em sua avaliação, reflete uma anormalidade institucional recorrente na relação entre os poderes.

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