Lula quer mulher no Ministério da Defesa; Simone Tebet está entre cotadas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda a indicação de uma mulher para comandar o Ministério da Defesa, em um movimento apurado pelo canal CNN Brasil. A iniciativa busca aproximar a pasta de setores da militância que historicamente mantêm ressalvas e desconfiança em relação às Forças Armadas e à estrutura do ministério.
Nos bastidores da escolha, três nomes ganham força na sucessão. A lista de cogitadas inclui Cinara Wagner Fredo, atual secretária-geral da pasta e apontada como a favorita do atual ministro José Múcio; Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento; e Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM).
Investimentos estratégicos e cenário internacional
A movimentação política ocorre em um momento em que o Palácio do Planalto atribui prioridade estratégica à área militar, impulsionado por um cenário internacional cada vez mais instável. Reflexo dessa centralidade é a proposta de orçamento enviada pelo governo para 2027, que reserva R$ 148 bilhões para a pasta.
Do montante previsto, fatias expressivas serão direcionadas a investimentos em novas tecnologias e modernização de frotas. Na Marinha, destaca-se a continuidade do programa nuclear e a construção do futuro submarino brasileiro, conjunto que receberá R$ 1,4 bilhão em 2027, além de projetos voltados à fabricação de quatro novas fragatas e à entrega de 12 navios-patrulha.
No setor aeroespacial e terrestre, os recursos asseguram a continuidade de importantes aquisições para a soberania nacional. A Força Aérea brasileira contará com R$ 2,81 bilhões reservados para a compra dos novos caças Gripen fabricados na Suécia, enquanto o Exército seguirá com a produção dos veículos blindados Guarani.