Europa precisa se preparar para um novo e grave surto de doença, alerta diretor da EMA
A Europa precisa manter a guarda alta e se preparar ativamente para a chegada de um novo e grave surto de doença. O alerta foi emitido pelo diretor médico da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Steffen Thirstrup, em declarações recentes à revista Rapporteur, nas quais o especialista enfatizou que as autoridades de saúde não devem se acomodar com a atual calmaria no continente.
A lição da história e a necessidade de vigilância constante
Durante um seminário da EMA realizado em Amsterdã, na Holanda, Thirstrup ressaltou que a preparação não pode ser tratada de forma sazonal ou reativa. Para ele, o histórico global demonstra que crises sanitárias severas são inevitáveis ao longo do tempo, exigindo prontidão permanente tanto na prevenção quanto no tratamento.
A história nos mostrou que, de tempos em tempos, se não uma pandemia, pelo menos há um surto importante de uma doença que devemos prevenir e tratar. É uma questão de estarmos preparados todos os dias”, pontuou o diretor médico.
Desafios no monitoramento e o impacto geopolítico
Para mitigar esses riscos, a EMA atua em conjunto com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças no mapeamento de ameaças potenciais. No entanto, o cenário atual ainda é cercado de incertezas, uma vez que não é possível prever se o coronavírus voltará a avançar ou se uma nova patologia desconhecida surgirá repentinamente.
Diante desse panorama, o representante da agência chamou a atenção para as fragilidades na cooperação internacional, intensificadas pelo aumento das tensões geopolíticas globais. Thirstrup reforçou que a vigilância epidemiológica robusta e integrada constitui a principal linha de defesa contra crises de saúde pública, concluindo que o fortalecimento da colaboração entre nações é o caminho indispensável para garantir um monitoramento eficaz.