Bolsonaro edita MP e Prouni passa a aceitar alunos de escolas privadas

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Alunos de escolas privadas que não tiveram bolsa durante o Ensino Médio poderão ter acesso ao Programa Universidade Para Todos (Prouni), a partir de decisão do presidente Jair Bolsonaro (PL), publicada na madrugada desta terça-feira (7) no Diário Oficial da União (DOU).

A regra original permitia apenas que integrassem o programa alunos que realizaram todo o ensino médio em escolas públicas ou em escolas privadas com bolsa integral. Agora, a MP permite que estudantes sem bolsa de instituições privadas acessem o Prouni.

A MP determina também que o Ministério da Educação (MEC) não precisa mais requerer a apresentação de documento que comprove renda familiar mensal bruta pelo estudante ou que comprove a situação de pessoa com deficiência, mediante que essas informações já estejam em algum banco de dados do governo.

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Já os critérios de exigência para participação no programa seguem os mesmos. Para ser elegível a uma bolsa integral ou parcial em faculdades particulares com o Prouni, o estudante deve comprovar renda familiar per capita de até três salários mínimos. Além disso, não podem ter diploma de ensino superior – com exceção de docentes.

A MP também alterou a regra de cotas para pessoas negras, indígenas e com deficiência no Prouni. A alteração propõe que deve ser considerado de forma isolada, e não mais conjunta, o percentual de autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, e o percentual de pessoas com deficiência.

Em 2021, 287.673 candidatos se inscreveram no Prouni, um aumento de 21%, segundo o MEC, em comparação com o segundo semestre de 2020, que teve 228.444 inscritos.

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