Israel bombardeia Beirute após ataques com drones e eleva alerta para retaliação do Irã

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A Força Aérea de Israel realizou, neste domingo, um ataque contra um alvo do Hezbollah situado nos subúrbios do sul de Beirute, especificamente no distrito de Dahiyeh. A ofensiva ocorreu como resposta direta ao lançamento de drones pelo grupo terrorista contra o território israelense durante o dia. Esta foi a primeira investida israelense na região em uma semana, marcando um novo capítulo de instabilidade após um período recente de confronto direto que envolveu inclusive disparos de mísseis pelo Irã.

De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, o ataque resultou em pelo menos três mortes e deixou 14 pessoas feridas. Imagens divulgadas mostram danos severos a um prédio de apartamentos na capital libanesa. Em comunicado conjunto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, justificaram a operação como uma resposta necessária, enfatizando que Israel não tolerará ataques contra suas fronteiras. As Forças de Defesa de Israel (IDF) classificaram a ação como um ataque “preciso” contra um centro de comando e infraestrutura militar utilizada pelo Hezbollah para intensificar ofensivas contra civis e tropas israelenses no sul do Líbano.

Operações na fronteira e escalada de ameaças

Antes da resposta em Beirute, o Hezbollah lançou diversos drones em direção ao norte de Israel. Segundo as autoridades militares israelenses, três desses aparelhos explodiram em zonas militares nas proximidades das comunidades de Shlomi e Shomera, na Galileia, sem causar feridos. Desde a última sexta-feira, o volume de incursões aéreas por parte do grupo tem aumentado, elevando a frustração da população do norte de Israel, que clama por maior segurança para retomar suas atividades cotidianas. Em reação aos disparos de domingo, as IDF emitiram ordens de evacuação para 29 vilarejos e cidades no sul do Líbano.

Dentro do governo israelense, ministros de extrema-direita pressionam por uma postura ainda mais agressiva. Bezalel Smotrich, Ministro das Finanças, defendeu que o governo deveria destruir edifícios em Beirute como forma de retaliação, argumentando que o momento atual é crucial para definir o cenário de segurança dos próximos anos. Paralelamente, o ministro Itamar Ben-Gvir sugeriu que a política de resposta deveria ser automática e proporcional: um foguete disparado para cada drone lançado pelo grupo terrorista.

Alerta de retaliação iraniana e o papel dos EUA

A situação é agravada pela sombra do Irã, principal patrocinador do Hezbollah, que classificou o ataque em Dahiyeh como uma ameaça aos esforços diplomáticos em curso para um cessar-fogo negociado com mediação dos Estados Unidos. Autoridades iranianas, incluindo membros do parlamento e das forças armadas, prometeram que a ação israelense não ficará sem resposta, intensificando a retórica contra Washington e Tel Aviv.

Diante das ameaças, as forças de segurança de Israel permanecem em estado de prontidão máxima para um possível ataque com mísseis balísticos iranianos. O Chefe do Estado-Maior, Tenente-General Eyal Zamir, realizou avaliações contínuas com comandantes militares e alertou a população civil para estar em alerta, embora, até o momento, não tenha havido alterações oficiais nas diretrizes de segurança interna. A comunidade internacional monitora a crise com a expectativa de que o presidente dos EUA, Donald Trump, intervenha rapidamente para impedir que o ciclo de retaliações evolua para um conflito de maior escala.

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