Articulação pode fazer Michelle Bolsonaro deixar o PL e migrar para o Republicanos

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Movimentações nos bastidores do cenário político de Brasília indicam a possibilidade de uma importante troca partidária na bancada do Senado. A senadora eleita e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é alvo de articulações que visam sua migração do Partido Liberal (PL) para o Republicanos. A informação foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A aproximação tem como uma de suas principais condutoras a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), aliada de primeira hora e amiga pessoal de Michelle.

Insatisfações internas e alianças na capital

Segundo apuração divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, interlocutores que acompanham os desdobramentos afirmam que Michelle estaria insatisfeita com a influência exercida pelos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e com as diretrizes aplicadas por Valdemar Costa Neto na condução do PL. A eventual transferência para o Republicanos consolidaria uma dobradinha com Damares Alves na representação do Distrito Federal no Senado.

A vitória nas urnas marcou a estreia bem-sucedida de Michelle em disputas eleitorais, onde obteve cerca de 29% dos votos válidos e garantiu sua vaga ao lado da deputada Bia Kicis, também correligionária do PL. O resultado fez com que Michelle se tornasse a primeira ex-primeira-dama da história do país a conquistar um mandato eletivo.

Histórico de tensões com o núcleo familiar

Os atritos com os enteados têm moldado a trajetória política recente de Michelle. As divergências ganharam público quando a ex-primeira-dama relatou ter sofrido constrangimentos durante uma chamada telefônica com o senador Flávio Bolsonaro, motivada por discordâncias relativas às composições partidárias do PL no Ceará. Na ocasião, o parlamentar teria sugerido seu afastamento das deliberações sob a justificativa de falta de vivência política.

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O episódio desdobrou-se em instabilidade no comando do braço feminino da sigla. Michelle chegou a renunciar à presidência do PL Mulher após tratativas com Valdemar Costa Neto, mas reverteu a decisão semanas depois, quando passou a manifestar suporte à candidatura presidencial do enteado.

Reorganização partidária após cenário eleitoral

As negociações para a troca de legenda ganham força no momento em que o PL atravessa reorganizações internas após o pleito presidencial. Em movimento recente para sinalizar prestígio e tentar conter o desgaste, Valdemar Costa Neto esteve reunido com Michelle para debater os rumos da sigla, registrando o encontro publicamente.

Apesar de ser vista pela cúpula do PL como uma das figuras de maior projeção e apelo popular do partido, a atuação de Michelle como articuladora política continua enfrentando limitações decorrentes das resistências impostas pela família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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