Alcolumbre quer indulto a Bolsonaro para garantir votos da direita na eleição do Senado

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Em meio às movimentações políticas para garantir sua reeleição na presidência do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) estuda intermediar uma saída para a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo relatos de aliados próximos do senador publicados pela Folha de S.Paulo, a estratégia busca atrair o respaldo de parlamentares de direita. Embora já tenha assegurado o apoio de bancadas do centro e da esquerda, Alcolumbre precisa consolidar sua base entre os partidos de centro-direita e, em especial, junto ao PL, que contará com 29 cadeiras na próxima legislatura.

Como parte do plano, o presidente do Senado pretende abrir conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o período eleitoral para propor a concessão de um indulto humanitário a Bolsonaro, preso desde agosto de 2025 por participação na tentativa de golpe de Estado. Como a concessão do benefício é uma prerrogativa exclusiva do chefe do Executivo, interlocutores apontam que o avanço dessa tratativa também dependerá dos desdobramentos em relação à fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) do país.

Alternativas legislativas e a questão da inelegibilidade

Na hipótese de o Palácio do Planalto rejeitar a concessão do indulto, Alcolumbre planeja buscar caminhos dentro do próprio Congresso Nacional por meio de um projeto de anistia. A intenção dessa proposta seria viabilizar a soltura do ex-presidente sem, no entanto, devolver-lhe os direitos políticos, mantendo a sua inelegibilidade até pelo menos 2060.

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Pacificação com o STF e revisão de penas

A articulação política também visa arrefecer a ofensiva da oposição contra os ministros do Supremo Tribunal Federal, com foco no ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que culminou na condenação de Bolsonaro. Embora 49 dos 81 senadores eleitos sejam favoráveis ao impeachment de integrantes da Corte, são necessários 54 votos para a aprovação da medida. Em contrapartida ao recuo no afastamento de magistrados, Alcolumbre sugere que a oposição concentre esforços em uma proposta de reforma mais ampla do Poder Judiciário.

Paralelamente, avalia-se o uso de uma legislação aprovada no final de 2025 voltada à redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília. O dispositivo, contudo, encontra-se suspenso desde maio, aguardando o julgamento do plenário do STF sobre sua constitucionalidade. Até o momento, não existe qualquer acordo formalizado entre o presidente do Senado, o governo federal e as lideranças de direita.

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