Supremo recebe pedido da Polícia Federal para decidir sobre armas de Bolsonaro
A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que defina o destino final de dez armas pertencentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro que foram apreendidas pela instituição.
Segundo a corporação, não cabe a ela estabelecer a destinação do armamento, sendo necessária uma deliberação judicial, visto que as apreensões decorreram de ordens da Justiça. A decisão inicial de apreender 11 armas havia sido emitida por Moraes em julho.
Divergências sobre a quantidade e origem
A defesa do ex-presidente contestou os números apresentados, afirmando que ele possui dez armas e não onze. Os advogados apontaram que duas delas — uma carabina e uma pistola da marca Caracal — já haviam sido entregues à PF em março de 2023 em cumprimento a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Apreensões específicas e histórico
Outro item do acervo, uma pistola Glock de calibre 9 mm, foi retido em 15 de junho durante uma abordagem de trânsito em Brasília. O artefato foi localizado com um sargento do Exército encarregado da segurança de Bolsonaro, enquanto este ocupava um carro oficial da Presidência. Tanto o militar quanto a defesa alegaram que o equipamento estava sendo transportado para fins de manutenção.
Adicionalmente, o Exército repassou à PF um lote composto por seis armamentos: duas pistolas da Forjas Taurus (nos calibres .380 e .40), um fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm, uma espingarda Typhoon calibre 12, além de duas pistolas de 9 mm fabricadas pelas marcas Arex e SIG-Sauer.
Por fim, uma espingarda da marca Maestro Arms Company, que estava sob a custódia de uma empresa de armamentos situada no Rio Grande do Sul, também foi recolhida pela corporação em 8 de julho, após ser localizada na residência de um dos diretores da firma na cidade gaúcha de Cachoeirinha.