Corrida ao Planalto: pesquisa que sai nesta semana testa Michelle Bolsonaro em novos cenários contra Lula

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O Instituto Datafolha inicia nesta sexta-feira a divulgação de uma nova rodada de pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. O levantamento, que colhe a opinião de 2.004 eleitores entre quarta e sexta-feira, surge em um momento de forte movimentação nos bastidores políticos e pretende mapear o voto espontâneo, além de testar diferentes configurações para o primeiro e o segundo turno da corrida presidencial.

Impacto da crise e novos cenários testados

A grande novidade desta rodada é a inclusão de perguntas específicas sobre o recente escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL. O instituto incluiu questionamentos sobre o vazamento de conversas entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que foi preso pela Polícia Federal por suspeita de fraudes financeiras. Os entrevistados responderão se tomaram conhecimento do caso, como avaliam o pedido de dinheiro feito pelo senador para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro e se o episódio afetou a confiança no candidato, inclusive questionando se ele deveria abrir mão da disputa. Caso o eleitor defenda a desistência, o Datafolha indaga qual nome da oposição deveria receber seu apoio, apresentando opções como Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Por conta desse cenário, os pesquisadores vão testar duas listas diferentes de primeiro turno. Na primeira, Flávio Bolsonaro mede forças com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Aldo Rebelo, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta e Samara Martins. No segundo cenário, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro substitui Flávio na cabeça de chapa da oposição.

O ponto de partida e as simulações de segundo turno

Os dados coletados vão balançar o último retrato eleitoral, divulgado no sábado anterior, cujas entrevistas foram majoritariamente realizadas antes do escândalo vir à tona. Naquela ocasião, Lula liderava com 38% das intenções de voto no cenário principal, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, que registrava 35%. Os demais concorrentes, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, apareciam empatados com 3%, enquanto Renan Santos pontuava com 2%.

Para o segundo turno, o Datafolha desenhou quatro simulações diretas, colocando o atual presidente contra Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Michelle Bolsonaro. No levantamento anterior, a disputa entre Lula e o filho mais velho de Jair Bolsonaro mostrava um empate técnico rigoroso, com ambos registrando 45% das preferências. Já contra Caiado e Zema, o atual mandatário mantinha uma vantagem confortável, vencendo por 46% a 39% e 46% a 40%, respectivamente.

Além do termômetro da sucessão presidencial, a pesquisa aplicará perguntas tradicionais sobre o nível de conhecimento e a rejeição de cada candidato, a aprovação do governo atual e a lembrança do voto no segundo turno de 2022, incluindo o índice de arrependimento dos eleitores. Fugindo do escopo puramente político, o instituto também incluiu no questionário um bloco de perguntas sobre o comportamento financeiro dos brasileiros, investigando o hábito, a frequência e o impacto financeiro de apostas esportivas e jogos de cassino online. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07489/2026.

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