Trump anuncia retorno das tropas ao Irã e impõe ultimato nuclear: “Se não entregarem, nós vamos entrar”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira que as forças militares americanas devem retornar ao Irã para concluir uma ofensiva que ele descreveu como em fase final. Durante conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, no trajeto de volta da China, o republicano estimou que entre 70% e 75% da missão já foi cumprida, mas enfatizou a necessidade de um retorno para a finalização dos objetivos estratégicos.

Segundo o líder da Casa Branca, as capacidades militares iranianas teriam sido severamente atingidas, sendo descritas por ele como praticamente “aniquiladas”. Trump justificou a pausa recente nas atividades militares como um ajuste necessário após um período de cessar-fogo de aproximadamente um mês. Ele revelou que a interrupção não foi um desejo de sua administração, mas uma concessão diplomática feita a pedido de outras nações, citando especificamente o Paquistão como o principal solicitante do favor.

Ameaça de invasão e a questão do arsenal nuclear

A retórica de Trump escalou ao condicionar a paz à entrega do que chamou de “arsenal nuclear” iraniano. O presidente afirmou categoricamente que os EUA estão prontos para uma invasão caso o país persa não ceda às exigências. Demonstrando confiança na superioridade bélica americana, ele assegurou que o país possui o equipamento necessário para derrotar totalmente o adversário e que não haverá riscos para as forças dos EUA, reiterando a busca pela chamada “pólvora nuclear”.

Essa não é a primeira vez que o governo americano menciona a existência de tais materiais. Desde o final de abril, Washington tem reiterado a intenção de neutralizar supostos recursos nucleares para fins armamentistas em solo iraniano. Contudo, essas acusações carecem de corroboração internacional e são veementemente negadas por Teerã, que classifica as alegações como infundadas.

Resposta iraniana e resistência diplomática

Em contrapartida, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, manifestou-se durante uma cúpula do BRICS, reforçando a resiliência de sua nação diante de pressões externas. Araghchi declarou que o Irã é “inquebrável” e que o país tende a se tornar mais unido e fortalecido quando alvo de agressões estrangeiras.

O diplomata enfatizou que, embora as forças armadas iranianas estejam preparadas para uma “retaliação devastadora”, o foco do país permanece na paz e não no conflito. Ao posicionar o Irã como a parte agraviada na atual crise diplomática e militar, o ministro reiterou que o programa nuclear do país tem fins estritamente pacíficos e energéticos, rechaçando a narrativa de ameaça nuclear imposta pela Casa Branca.

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