PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por ameaça ao STF e tentativa de blindar o pai
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou formalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (11), a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. A acusação foca no crime de coação no curso do processo. Segundo o órgão, o ex-parlamentar teria agido deliberadamente para interferir e pressionar as autoridades responsáveis pelos julgamentos que apuram a tentativa de golpe de Estado após o pleito de 2022.
Estratégias de pressão internacional
As investigações detalham que Eduardo Bolsonaro utilizou sua influência junto ao governo dos Estados Unidos para articular medidas contra autoridades brasileiras. Entre as ações citadas estão a promoção de barreiras tarifárias contra exportações do Brasil e esforços para a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de magistrados do STF. Essas iniciativas são interpretadas pela acusação como uma tentativa de constranger as instituições nacionais.
Alegações finais e uso de redes sociais
O Procurador-Geral, Paulo Gonet, destacou nas alegações finais que o réu utilizou plataformas digitais e entrevistas para intimidar membros da Corte. O objetivo central seria beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro nas investigações sobre a trama golpista. O Ministério Público afirma ter comprovado o uso de ameaças graves com a finalidade de impedir a responsabilização criminal de seu pai.
Além das implicações jurídicas, a PGR aponta que a conduta do ex-deputado gerou prejuízos reais à economia brasileira, afetando trabalhadores de cadeias produtivas atingidas pelo “tarifaço” americano. Atualmente residindo nos Estados Unidos e sem mandato parlamentar por excesso de faltas, Eduardo foi representado pela Defensoria Pública da União, uma vez que não constituiu advogado. A defesa sustenta que suas falas e atos estão resguardados pela prerrogativa da imunidade parlamentar.