Navio chinês desafia ordens de Trump e atravessa o Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio naval dos EUA

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Em um movimento que eleva a tensão diplomática e militar no Oriente Médio, um petroleiro chinês sob sanções de Washington atravessou o Estreito de Ormuz na terça-feira. Segundo dados de navegação obtidos pela Reuters, o navio ignorou o bloqueio naval estabelecido pelos Estados Unidos contra o Irã, tornando-se a primeira embarcação a deixar o Golfo Pérsico desde o início das restrições severas impostas pela Casa Branca.

A embarcação em questão, identificada como Rich Starry, é um navio-tanque de médio porte que transportava aproximadamente 250 mil barris de metanol. Antes de realizar a travessia, o navio teve como última parada o porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos. Tanto a embarcação quanto sua proprietária, a Shanghai Xuanrun Shipping Co., já figuravam na lista de sanções norte-americanas devido ao histórico de negociações comerciais com o governo de Teerã.

A escalada do cerco econômico e militar

O episódio ocorre em um momento crítico, logo após o presidente Donald Trump anunciar medidas drásticas para controlar o tráfego marítimo na região. No último domingo, o governo dos EUA declarou que a Marinha americana tem ordens para interceptar qualquer navio que tenha efetuado pagamentos de pedágio às autoridades iranianas para navegar pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais vitais do mundo.

Além das interceptações em alto-mar, Washington endureceu o cerco portuário. Na segunda-feira, a presidência confirmou que os Estados Unidos passariam a bloquear formalmente a entrada e a saída de navios em portos iranianos. A medida, que entrou em vigor às 10h (horário do leste dos EUA) do dia 13 de abril, coloca o Estreito de Ormuz — frequentemente chamado de a “arma estratégica” de Teerã — no centro de um possível confronto direto entre as potências.

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