Veto do PP barra Tereza Cristina na chapa de Flávio Bolsonaro mesmo após senador anunciar acordo

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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta sexta-feira (31) que convidou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar o cargo de vice em sua chapa presidencial, afirmando que a parlamentar teria aceitado a proposta. Contudo, a efetivação da chapa depende de uma autorização do Progressistas (PP), partido da senadora.

Praticamente de forma simultânea às declarações de Flávio, a direção nacional do PP emitiu uma nota oficial informando que a sigla adotará uma postura de neutralidade no pleito presidencial. O texto ressalta que a decisão já foi comunicada e acatada por Tereza Cristina, que atua como líder da legenda no Senado Federal. A parlamentar reforçou o posicionamento ao republicar o comunicado em suas redes sociais.

Articulações políticas em São Paulo

Flávio fez os pronunciamentos à imprensa na capital paulista, onde cumpria agenda de encontros com lideranças locais, incluindo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB). O presidenciável destacou as qualidades políticas e técnicas de Tereza Cristina, enfatizando sua forte representatividade no setor do agronegócio e sua respeitabilidade nacional e internacional.

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Diante da indefinição com o PP, a campanha segue mantendo diálogos com outras siglas aliadas, a exemplo do Republicanos. Durante as conversas com jornalistas, Flávio estava acompanhado de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e filiada ao Republicanos, cujo nome também figura entre as opções cotadas para a vice-presidência.

Obstáculos e cenário futuro

As tratativas entre Flávio e Tereza Cristina haviam tido um novo capítulo na véspera, durante uma reunião realizada em Brasília na quinta-feira (30), onde discutiram a possibilidade da composição. Um dos principais entraves burocráticos para a aliança reside no fato de o PP integrar uma federação partidária com o União Brasil, exigindo o aval de ambas as legendas para qualquer movimentação eleitoral. Além disso, interlocutores apontam que a prioridade declarada da senadora para o próximo período tem sido consolidar seu projeto político visando a presidência do Senado a partir de 2027.

Foto: AP

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