Terremoto de 6,7 racha ponte e destrói prédios na Indonésia; autoridades ativam plano de crise
A província de Sulawesi Central, na Indonésia, foi sacudida por um forte terremoto de magnitude 6,7. De acordo com os dados oficiais do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do tremor foi registrado a apenas 43 quilômetros da cidade de Palu, atingindo uma profundidade de 10 quilômetros. O impacto do fenômeno foi suficiente para provocar danos estruturais em residências, edifícios públicos e redes de infraestrutura locais.
O susto inicial e a sequência de tremores secundários forçaram grande parte da população a abandonar suas casas e a passar a noite ao ar livre, temendo desabamentos. Imagens e vídeos que circulam rapidamente pelas redes sociais já mostram o cenário de destruição deixado pelo abalo. Apesar do rastro de estragos materiais visíveis nas gravações, as equipes de resgate informaram que, até o momento, não há o registro de vítimas fatais ou feridos.
Pânico e evacuações em massa na região central
O abalo sísmico espalhou o pânico por diversas localidades. A imprensa local reportou que o tremor foi sentido com extrema intensidade não apenas em Palu, mas também nos distritos de Parigi Moutong, Sigi e Donggala. O forte balanço das estruturas físicas provocou uma correria generalizada, resultando na evacuação em massa de complexos residenciais e escritórios comerciais.
Os prejuízos materiais começam a ser contabilizados pelas defesas civis das cidades afetadas. Em Parigi Moutong, pelo menos duas residências sofreram avarias leves. Já no centro urbano de Palu, a fachada e parte da cobertura de um prédio onde funcionava um café desabaram completamente. Por segurança, o estabelecimento estava vazio no instante do colapso, o que evitou uma tragédia no local.
Autoridades acionam plano de emergência e vistoriam infraestrutura
Diante do cenário de crise, o governo local agiu rapidamente para garantir a segurança pública. A ponte Palu III, uma das principais vias da região, foi interditada temporariamente após fiscais detectarem rachaduras na estrutura. Engenheiros e equipes técnicas já foram mobilizados para avaliar as condições da ponte e determinar se houve comprometimento da fundação.
Para coordenar as ações de socorro, o governador de Sulawesi Central, Anwar Hafid, determinou mobilização total dos órgãos estatais. Agências de resposta a desastres, frentes médicas e equipes de assistência social foram enviadas a campo para amparar os desabrigados. Além disso, hospitais da região foram colocados em estado de alerta e tendas de atendimento emergencial começaram a ser montadas para servir como abrigos temporários.