Oposição vai para cima: Nikolas, Gaspar e Izalci cobram CPMI após líder do governo Lula ser alvo da PF

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A base governista e a oposição no Congresso Nacional reagiram intensamente nesta quinta-feira (18) à deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal. O principal alvo da ação é o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo Lula no Senado. A investigação debruça-se sobre um esquema bilionário de fraudes e corrupção estruturado em torno do Banco Master. Suspeita-se que o parlamentar tenha recebido R$ 3,5 milhões e um apartamento de luxo em Salvador como vantagens indevidas para exercer influência política no Parlamento.

As revelações da PF provocaram uma forte onda de contestação entre os parlamentares de oposição, que utilizaram o caso para apontar continuísmo em escândalos de corrupção e cobrar investigações profundas no âmbito legislativo.

Oposição associa caso a fraudes no INSS e aponta práticas históricas

Diversos congressistas contrários ao Palácio do Planalto vieram a público para traçar paralelos entre o caso atual e outras apurações em curso no Congresso. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou-se nas redes sociais associando os desdobramentos às fraudes ocorridas no INSS. Em tom crítico, o parlamentar enfatizou o que chamou de repetição de grandes escândalos de desvios no cenário político brasileiro.

Seguindo linha semelhante, o senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPMI do INSS, teceu elogios à conduta do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que relata o caso Master na Corte. Viana destacou o avanço do inquérito sobre o núcleo do governo, sublinhando o surgimento do nome de Jaques Wagner no centro do escândalo, associado ao recebimento de imóveis de luxo, viagens em jatos particulares de executivos e repasses milionários a familiares.

Parlamentares cobram instalação de CPMI e prometem rigor

O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que atuou como relator na CPMI do INSS, afirmou que a operação demonstra que “a verdade está aparecendo”. Gaspar relembrou os embates políticos na comissão, acusando o líder governista de ter tentado obstruir e encerrar os trabalhos do colegiado no passado para ocultar as irregularidades que agora vêm à tona.

Já o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) ironizou a situação ao criar o termo “PTMaster”, em contraposição às narrativas governistas que tentavam ligar o banco ao governo anterior. Sóstenes declarou que “a casa caiu no quintal do PT” e acusou o partido de tentar desviar o foco de esquemas que, segundo ele, começaram na Bahia. O deputado Zucco (PL-RS) também se manifestou, exigindo uma apuração ampla, séria e sem distinções para que todos os fatos sejam esclarecidos.

Diante do impacto das buscas, o líder da oposição no Senado, Izalci Lucas (PL-DF), subiu o tom e defendeu a instalação imediata de uma nova Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) focada especificamente no Banco Master. Para Izalci, o envolvimento de Wagner não representa um episódio isolado, mas sim a confirmação do histórico “modus operandi” da legenda governista.

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