O perigo invisível: mulher cumpre isolamento, mas desenvolve hantavírus e morre na Argentina

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Uma mulher de 45 anos perdeu a vida na cidade de San Carlos de Bariloche, na província argentina de Río Negro, após contrair hantavírus. A paciente estava internada em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Zonal Ramón Carrillo, dependendo de ventilação mecânica. Segundo informações divulgadas pelo jornal Página/12, o quadro clínico da vítima sofreu uma deterioração extremamente rápida, evoluindo para o óbito.

O caso carrega um componente trágico e epidemiológico alarmante: a vítima era esposa de um homem que também havia contraído a mesma doença cerca de seis semanas antes. Diferente da companheira, ele conseguiu se recuperar. Devido ao contato direto com o marido infectado, a mulher chegou a cumprir o período de isolamento domiciliar obrigatório determinado pelas autoridades de saúde e, inicialmente, não manifestou sintomas. No entanto, tempos após o isolamento, ela começou a apresentar um quadro de febre, dores musculares e tosse, que rapidamente se agravou.

Investigação epidemiológica em andamento

Diante do desfecho fatal, o Hospital Zonal, em conjunto com o Departamento de Epidemiologia local, intensificou as ações de vigilância na região. As autoridades de saúde continuam executando os protocolos vigentes de rastreamento e monitoramento contínuo de todas as pessoas que tiveram contato próximo com a paciente, na tentativa de conter a propagação do vírus e evitar novos casos da doença.

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