Netanyahu faz críticas severas à Turquia e afirma que queda do regime do Irã é iminente em discurso inflamado na ONU
Durante seu pronunciamento na Assembleia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou as acusações de genocídio contra o país como a “mentira do século” e sustentou que a derrocada do regime iraniano constitui apenas uma questão de tempo. No centro de sua argumentação esteve a multiplicidade de frentes enfrentadas por Israel, incluindo a arena informacional contra narrativas consideradas antissemitas. O premiê argumentou que a nação também combate o que definiu como desinformação generalizada nas redes sociais, pontuando ações humanitárias conduzidas na Faixa de Gaza como fornecimento de vacinas contra a poliomielite e milhões de toneladas de mantimentos para contrapor as denúncias internacionais.
O chefe de governo israelense direcionou acusações a nações da região por financiarem ativamente campanhas difamatórias. Segundo o premiê, o Catar inaugurou essa abordagem ao patrocinar universidades, veículos de comunicação como a emissora Al Jazeera e a própria estrutura de acolhimento aos líderes do Hamas. Na sequência, Netanyahu apontou a Turquia e o presidente Recep Tayyip Erdogan como propagadores recentes de desinformação. O líder israelense criticou a postura do governo turco e elencou contestações sobre a atuação regional de Ancara, abrangendo questões ligadas a minorias locais e tensões com parceiros da OTAN.
Articulação política e encontros bilaterais
À margem da cúpula internacional, a agenda diplomática incluiu reuniões estratégicas com líderes de nações aliadas. Acompanhado pelo embaixador israelense na ONU, Danny Danon, Netanyahu conversou com o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, ocasião em que reforçaram parcerias bilaterais em defesa, cooperação energética e estabilidade regional. Na sequência, o premiê manteve diálogo com o chefe de governo esloveno, Janez Janša, para agradecer o avanço nas relações diplomáticas e estender um convite oficial para uma visita a Israel.
Protestos e repercussão em Nova York
Enquanto a comitiva israelense cumpria os compromissos oficiais, os arredores da sede da Organização das Nações Unidas registraram manifestações contrárias à presença do primeiro-ministro. A intervenção do Departamento de Polícia de Nova York resultou na detenção de diversos manifestantes por perturbação da ordem pública, incluindo a atriz Susan Sarandon, conforme apuração veiculada pela imprensa internacional. A chegada de Netanyahu aos Estados Unidos ocorreu por meio da aeronave oficial em uma base militar, onde foi recebido por autoridades locais antes do início dos eventos oficiais.