Moradores de diversos bairros sentem tremor de terra em Juiz de Fora com relatos de fortes estrondos

Compartilhe

A manhã deste sábado (21) foi marcada por um tremor de terra de magnitude 2,1 em Juiz de Fora, conforme dados divulgados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) e pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). O fenômeno superou em intensidade o abalo registrado anteriormente na cidade, em outubro de 2025, que atingiu 1,7 na escala de magnitude. A detecção foi possível graças a estações sismográficas localizadas em Vassouras (RJ) e Bom Sucesso (MG), situadas em um raio de 70 km a 180 km do epicentro estimado.

Análise técnica e possíveis causas

Segundo o sismólogo Bruno Collaço, integrante da USP e da RSBR, embora a magnitude 2,1 seja considerada baixa, o impacto pode ser percebido pelos moradores caso o evento ocorra de forma superficial.

O especialista ressalta que a distância das estações sismográficas dificulta a confirmação imediata se o tremor teve origem natural. Existe a possibilidade de o registro estar vinculado a atividades humanas, como o desmonte de rochas em mineradoras, processo que costuma gerar sinais sísmicos muito similares aos de pequenos terremotos naturais.

Monitoramento e segurança local

A Defesa Civil de Juiz de Fora informou que, até o momento, não recebeu chamados oficiais de emergência decorrentes do evento. Mesmo sem incidentes relatados, o órgão enviou equipes técnicas para realizar vistorias preventivas nas regiões Sul e Sudeste do município. Após as inspeções de campo, as autoridades confirmaram que nenhuma anormalidade estrutural ou geológica foi detectada nas áreas monitoradas.

Relatos da população

Apesar da ausência de danos, o susto foi real para quem vive na cidade. Moradores de diferentes bairros reportaram ter ouvido sons intensos por volta das 8h. No bairro Serra D’Água, o barulho foi confundido com uma colisão de veículos devido à sua força, enquanto residentes do Estrela Sul descreveram um estrondo impactante, assemelhando a experiência ao abalo ocorrido no final do ano passado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

www.clmbrasil.com.br