Mísseis e drones iranianos atingem alvos americanos no Oriente Médio após ofensiva dos EUA na Ilha de Larak
Os ataques militares entre os Estados Unidos e o Irã foram retomados após cerca de um mês de trégua relativa. Forças norte-americanas dispararam mísseis e drones contra lançadores de foguetes iranianos localizados na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA justificou a ofensiva afirmando que a ação ocorreu após a detecção de preparativos iranianos para lançar novas minas marítimas na região estratégica.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou que o ataque resultou na morte de militares e civis, além de garantir que a ofensiva sofreria duras retaliações. Fontes iranianas também relataram a derrubada de um drone americano MQ-9 sobre as águas do Golfo.
Retaliação contra bases aliadas
Como resposta direta à investida na Ilha de Larak, o Irã lançou mísseis balísticos e drones contra instalações militares utilizadas pelos Estados Unidos em países vizinhos. Na Jordânia, foram alvejadas as bases aéreas de Muwaffaq Salti (King Hussein) e al-Azraq, enquanto postos nos Emirados Árabes Unidos e no Catar também entraram na mira de Teerã.
Autoridades jordanianas informaram que os sistemas de defesa antiaérea interceptaram com sucesso múltiplos mísseis que adentraram o espaço do país. No entanto, a mídia estatal iraniana insistiu que os ataques provocaram danos significativos nas estruturas técnicas e de manutenção das posições aliadas.
Impacto no mercado petroleiro e tensões diplomáticas
A segurança da navegação no Estreito de Ormuz permanece sob forte disputa. Enquanto Washington sustenta que suas forças asseguram o tráfego livre de embarcações, dados da agência independente Tanker Trackers apontam uma retração expressiva no volume de escoamento de petróleo, que despencou drasticamente em comparação com o período de cessar-fogo.
A crise gerou repercussões internacionais imediatas, com debates acirrados previstos para a reunião de ministros das finanças do G20 sobre novas sanções econômicas contra Teerã. Paralelamente, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, cumpre agenda na cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), no Quirguistão, buscando estreitar parcerias estratégicas com autoridades chinesas para mitigar os impactos do isolamento econômico.