Mais de 600 mil imóveis seguem sem luz no Rio após vendaval de 105 km/h; capital avalia prejuízos

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O estado do Rio de Janeiro segue contabilizando os estragos provocados pelo temporal da última quarta-feira (29). O saldo oficial aponta duas mortes, um pescador desaparecido e centenas de milhares de residências sem luz. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mais de 600 mil consumidores ainda enfrentam a interrupção no serviço. No pico do vendaval, aproximadamente 1,9 milhão de imóveis ficaram desabastecidos. As concessionárias Light e Enel concentram os maiores contingentes de clientes afetados, com destaque para a atuação da Light nas regiões da Zona Sul, Centro e Tijuca, que justificou a pane devido a um evento externo ao seu sistema de distribuição.

Ocorrências, alertas meteorológicos e vítimas

O Corpo de Bombeiros atendeu a 264 ocorrências em todo o território fluminense, mobilizando também equipes da Marinha no atendimento a incidentes com embarcações. Na capital, a Prefeitura registrou dezenas de quedas de árvores, enquanto o Sistema Alerta Rio explicou que a força dos ventos decorreu do avanço de uma frente fria oceânica. As rajadas atingiram a marca de 105,5 km/h no Galeão, elevando a cidade ao Estágio 2 de monitoramento. Diante da gravidade, o Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) manteve vigília na Costa Verde, Baixada Fluminense, região Metropolitana e demais áreas estratégicas até a manhã desta quinta-feira (30). As fatalidades ocorreram no bairro de Santa Teresa, no Centro do Rio, após o colapso de um muro provocado pela força das rajadas. Simultaneamente, os socorristas mantêm as buscas por um pescador que desapareceu na localidade de Tarituba, situada na Costa Verde.

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Reflexos nos transportes e polêmica com ferramenta digital

O sistema de transporte sobre trilhos também sofreu colapsos generalizados. O MetrôRio enfrentou paralisações temporárias em suas principais linhas devido à pane elétrica, mas conseguiu restabelecer a normalidade no decorrer da noite. Nos trens urbanos, o ramal Japeri registrou os danos mais severos, ficando sem previsão de retorno, ao passo que os ramais Santa Cruz, Deodoro e Belford Roxo iniciaram a recuperação operacional e o ramal Saracuruna passou por vistorias técnicas. Em paralelo à crise no fornecimento, a Light gerou polêmica ao desativar uma página na internet que exibia o mapeamento de falhas na rede. A empresa argumentou que o portal foi disponibilizado prematuramente por engano técnico e que as informações veiculadas não tinham caráter oficial, assegurando que a plataforma definitiva só será lançada no início de agosto, em atendimento às normas da Aneel.

Foto: AP

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