Litoral do Rio de Janeiro registra novos abalos sísmicos; sequência de quatro tremores mantém estado de atenção

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O litoral do estado do Rio de Janeiro permanece sob monitoramento rigoroso após o registro de uma sequência de abalos sísmicos nos últimos dois dias. De acordo com dados do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), o número total de eventos sísmicos na região de Maricá chegou a quatro desde a última quinta-feira (21).

Cronologia dos abalos

A atividade sísmica na região começou na madrugada de quinta-feira e se estendeu pela sexta-feira (22). Todos os eventos registrados apresentaram profundidade de 0 km, característica que, segundo especialistas, facilita a propagação das ondas sísmicas pela crosta.

DataHorário (Brasília)Magnitude
21/05 (Quinta)05h313,7
22/05 (Sexta)06h503,1
22/05 (Sexta)17h501,6
22/05 (Sexta)19h022,0

Até o momento, não foram registrados danos estruturais em edificações, e não há relatos de feridos ou de moradores que tenham sentido as vibrações de forma intensa.

O contexto geológico

Os fenômenos estão sendo analisados pelo Centro de Sismologia da USP, com o suporte técnico do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e coordenação do Observatório Nacional.
Embora o Brasil esteja situado no centro da Placa Sul-Americana, longe das zonas de contato de placas tectônicas onde ocorrem os grandes terremotos globais, o país não está imune. Geólogos explicam que esses tremores são decorrentes da liberação de tensões acumuladas em falhas geológicas internas da crosta terrestre ou pela pressão exercida pelas placas adjacentes.

Alerta e monitoramento

O aumento da frequência de abalos na região tem despertado discussões sobre a atividade sísmica no Oceano Atlântico. O pesquisador e analista de eventos sísmicos, Aroldo Maciel, tem alertado para a movimentação constante na região da Dorsal Mesoatlântica. Segundo Maciel, o padrão de repetição observado poderia estar gerando reflexos na costa brasileira, pressionando o “escudo” do país e exigindo um monitoramento mais rigoroso de estruturas costeiras e plataformas de petróleo.
Vale destacar que o cenário de atividade sísmica recente não se restringiu ao Rio de Janeiro. Na quinta-feira (21), à 0h42, um tremor de magnitude 2,8 também foi detectado na região de Gurupi, no Tocantins.

O que fazer em caso de tremor?

As autoridades reforçam que, embora os eventos sejam de baixa magnitude, é essencial seguir protocolos de segurança em caso de novas ocorrências:

  • Mantenha a calma: Se estiver dentro de casa, proteja-se sob uma mesa resistente ou no batente de portas.
  • Afaste-se de perigos: Mantenha distância de janelas, vidros e objetos suspensos que possam cair.
  • Se estiver na rua: Busque espaços abertos, longe de postes, árvores, redes elétricas e fachadas de edifícios.
  • Comunique as autoridades: Relate o ocorrido à Defesa Civil ou ao Corpo de Bombeiros, auxiliando no mapeamento geológico.
    Para mais informações e atualizações em tempo real sobre a atividade sísmica no Brasil, acompanhe o portal do Centro de Sismologia da USP.

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