Irã bloqueia principal rota de petróleo do mundo ao fechar o Estreito de Ormuz em meio à escalada com Israel e EUA

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O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) oficializou o fechamento do Estreito de Ormuz, emitindo alertas contínuos de que a navegação na área está terminantemente proibida.

Segundo informações da agência estatal Tasnim, a medida foi comunicada por meio de mensagens de alta frequência direcionadas a todas as embarcações na região. A decisão isola uma das rotas marítimas mais vitais do planeta, por onde circula grande parte do suprimento global de petróleo e gás natural.

Impacto na economia global e logística de energia

Geograficamente estratégico, o Estreito de Ormuz é o único ponto de conexão entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, servindo como a principal artéria para o escoamento de recursos energéticos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Iraque, Kuwait e do próprio Irã. O bloqueio interrompe o fluxo de petroleiros e navios-tanque que abastecem mercados cruciais na Ásia, especialmente a China e a Índia, atravessando o Oceano Índico.

Gallo Images / Horizonte Orbital / Dados do Copernicus Sentinel 2025 / Gettyimages.ru
Escalada militar entre Israel, EUA e Irã

A interdição da via ocorre em um cenário de rápida deterioração diplomática e militar. O estopim foi uma operação conjunta realizada neste sábado, iniciada por um ataque “preventivo” do Ministério da Defesa de Israel com o objetivo declarado de neutralizar ameaças ao seu território. A ofensiva contou com o apoio direto das forças armadas dos Estados Unidos, conforme confirmado pelo presidente Donald Trump.

Retaliação e conflito aberto

Como resposta imediata à incursão em seu território, Teerã disparou sucessivas ondas de mísseis balísticos. Os alvos incluíram não apenas centros urbanos em Israel, mas também instalações militares norte-americanas espalhadas por diversos países do Oriente Médio.

O fechamento do estreito é visto por analistas como a manobra mais drástica do governo iraniano para pressionar a comunidade internacional e retaliar o cerco militar ocidental.

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