Inteligência americana aponta ajuda secreta da China em ataques iranianos contra alvos dos EUA
Imagens de satélite e o suporte técnico de redes ligadas à inteligência de grupos chineses fortaleceram de forma significativa a capacidade do Irã. Com esse reforço, Teerã ampliou seu controle estratégico sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e aprimorou a precisão de seus ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. A informação foi divulgada pela rede americana CNN na sexta-feira, com base em relatos de fontes anônimas familiarizadas com as avaliações de inteligência dos Estados Unidos.
Precisão em ataques e dependência de componentes
De acordo com oficiais ouvidos pela emissora, a continuidade das operações militares iranianas estaria diretamente ligada a esse suporte externo. “Sem os componentes chineses, seria menos provável que eles continuassem lutando; é algo básico”, declarou um dos oficiais. Autoridades americanas apontam que esses insumos estratégicos foram fundamentais para viabilizar as ações retaliatórias de Teerã, incluindo os ataques de julho contra uma instalação militar dos EUA na Jordânia, cujo nível de exatidão seria inatingível sem assistência estrangeira.
O papel de Pequim e o debate diplomático
Ainda não há consenso entre os analistas de inteligência se o governo de Pequim ordenou o fornecimento da tecnologia ou se apenas tem permitido a sua circulação por meio de empresas privadas. Questionado sobre o caso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, rechaçou as acusações: “A China sempre cumpre rigorosamente suas obrigações internacionais. Nos opomos à exploração deste conflito para difamar a China.”
Sanções e repercussão bilateral
O atrito tecnológico e militar entre as potências não é recente. Em maio, Washington aplicou sanções a empresas chinesas do setor de satélites, sob a acusação de fornecerem o suporte visual necessário para os ataques iranianos contra tropas americanas na região. Fontes oficiais indicam que o tema deverá integrar a pauta de discussões durante a visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, onde se reunirá com o presidente americano Donald Trump.