Fortes terremotos atingem o Pacífico enquanto número de mortos por abalos na Venezuela passam de 4.500

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Uma sequência de fortes tremores de terra em diferentes pontos do planeta colocou autoridades em alerta e mobilizou equipes de resgate nos últimos dias. Enquanto o superpopulado Círculo de Fogo do Pacífico registrou abalos significativos sem consequências graves imediatas, a América do Sul enfrenta uma das maiores crises humanitárias de sua história recente após um raro fenômeno sísmico devastar regiões da Venezuela.

Alerta verde e tremor na Papua Nova Guiné

Na Oceania, um forte terremoto mobilizou os sistemas de monitoramento na região da Papua Nova Guiné. O epicentro do abalo foi localizado a 192 quilômetros a sudeste da cidade de Lorengau, que conta com pouco mais de 5,8 mil habitantes. O impacto também foi calculado em relação a outros centros urbanos próximos, situando-se a 263 quilômetros de Kavieng e a 315 quilômetros de Kimbe.

De acordo com as estimativas iniciais dos órgãos de geofísica, cerca de 64 mil pessoas sentiram tremores de intensidade leve, enquanto outras 22 mil testemunharam uma vibração classificada como fraca. Diante do cenário, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) emitiu um alerta verde, indicando que há uma probabilidade muito baixa de vítimas fatais ou de perdas econômicas significativas. O Centro de Alerta de Tsunamis do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS PTWC) também tranquilizou a população ao informar que, com base nos dados coletados, não há qualquer risco de formação de ondas gigantes para a região, estendendo a ausência de ameaças para territórios como Guam, Samoa Americana e Havaí.

O Anel de Fogo e o susto na Nova Caledônia

Ainda no Sudoeste do Oceano Pacífico, outro evento de grande magnitude chamou a atenção dos especialistas. Um terremoto de magnitude 6,3 atingiu uma área localizada a aproximadamente 523 quilômetros a oeste das Ilhas da Lealdade, que pertencem ao território francês da Nova Caledônia. O fenômeno ocorreu pouco após a 1h45 da madrugada, no horário local, com uma profundidade estimada em apenas 9,6 quilômetros.

A região onde o sismo foi registrado integra o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das zonas de maior atividade geológica do planeta, sendo historicamente responsável por cerca de 90% dos terremotos do mundo. Apesar do susto e da profundidade rasa, que costuma amplificar a percepção dos tremores na superfície, não houve relatos imediatos de danos estruturais ou feridos na localidade.

Tragédia humana e raro fenômeno duplo na Venezuela

Em contraste com os sustos do Pacífico, a Venezuela contabiliza os impactos catastróficos de um duplo terremoto ocorrido no dia 24 de junho. O presidente da Assembleia Nacional do país, Jorge Rodríguez, apresentou um balanço oficial alarmante que confirma 4.561 mortes, 16.740 feridos e mais de 17,9 mil pessoas desabrigadas, além da destruição total de pelo menos 190 edifícios.

O desastre foi desencadeado por dois tremores devastadores, de magnitudes 7,2 e 7,5, que atingiram o território venezuelano com um intervalo de meros 39 segundos entre si. Especialistas classificaram o evento como um “duplo sísmico”, um fenômeno extremamente raro. Estes foram considerados os tremores mais violentos a atingir a nação sul-americana nos últimos 126 anos, provocando o colapso generalizado de moradias e afetando gravemente a infraestrutura crítica do país.

Desde o primeiro dia da tragédia, uma megoperação de emergência foi montada pelas autoridades locais. Até o momento, as equipes de socorro conseguiram resgatar 6.462 pessoas que assistiam presas sob os escombros. Para amparar a população afetada, o governo estruturou 107 acampamentos temporários que atualmente abrigam mais de 20 mil cidadãos, enquanto mais de 128 mil famílias já receberam algum tipo de assistência humanitária básica.

Diante da gravidade da situação, uma rede de solidariedade internacional se formou rapidamente. Diversas nações enviaram profissionais especializados em busca e salvamento, além de equipamentos modernos e insumos médicos para colaborar com os esforços de recuperação. Entre os países que lideram o suporte humanitário à Venezuela estão Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, Suíça e Rússia.

Foto: AP

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