Fortes terremotos atingem Japão e Filipinas e são sentidos por moradores; Tóquio entra em alerta de deslizamentos
A Terra voltou a registrar forte atividade sísmica nesta sexta-feira, dia 26 de junho, com tremores significativos atingindo o continente asiático. No Japão, um abalo de magnitude moderada causou o bloqueio de linhas de trem e acendeu o alerta para o risco de deslizamentos de terra. Já nas Filipinas, a costa sul foi sacudida por um forte terremoto de magnitude 6,5, ocorrendo menos de 24 horas após uma tragédia sísmica que deixou centenas de vítimas na Venezuela.
O tremor em solo japonês ocorreu às 22h29 do horário local, registrando magnitude 5,8 de acordo com os dados locais, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou preliminarmente 5,7. O epicentro foi localizado na região próxima aos Cinco Lagos de Fuji, no Monte Fuji, na província de Yamanashi, a oeste de Tóquio, com uma profundidade de 20 quilômetros. O abalo atingiu a intensidade sísmica de nível 6 na escala Shindo na cidade de Fujikawaguchiko, na província de Yamanashi. Essa intensidade é considerada severa, tornando difícil para as pessoas se manterem de pé, provocando a queda de móveis não fixados, além de fazer com que portas fiquem presas e azulejos ou vidros de janelas se quebrem. Cidades vizinhas nas províncias de Shizuoka e Kanagawa também sentiram o impacto com intensidade 5, enquanto a capital, Tóquio, registrou tremores de intensidade de nível 3.
A maior preocupação das autoridades locais no momento recai sobre a estabilidade do solo, uma vez que a região de Yamanashi enfrentou dias consecutivos de chuvas torrenciais. O risco de deslizamentos de terra é considerado alto e um incidente desse tipo já foi confirmado na cidade de Nakai, em Kanagawa. Como o evento ocorreu durante a noite, a falta de luz natural e as condições meteorológicas adversas dificultam a avaliação completa dos danos estruturais em rodovias e edificações. Não há risco de tsunami para a costa japonesa.
Sequência inédita de tremores assusta a capital
Este evento das 22h29 representou o terceiro terremoto a atingir a região da capital japonesa no mesmo dia, gerando forte apreensão entre os moradores de Tóquio e arredores, que relataram que uma frequência tão alta de abalos em um curto espaço de tempo é inédita. A sequência de tremores começou mais cedo, às 11h49, quando um sismo de magnitude 4,1 atingiu o sul da província de Ibaraki, gerando tremores de intensidade 3. Pouco tempo depois, às 12h46, um terremoto ainda mais forte, de magnitude 5,8, sacudiu a província de Chiba, registrando intensidade 4 localmente e fazendo a capital sentir novos tremores de intensidade 3. O histórico recente na região já vinha gerando vigilância, dado que no dia 16 de junho um abalo de magnitude 5,5 em Ibaraki já havia causado tremores de intensidade 5 ou inferior.
Paralisação de transportes e segurança nuclear
O sistema de transporte ferroviário de alta velocidade foi imediatamente impactado para a realização de vistorias de segurança. O terremoto interrompeu completamente as operações da linha Tokaido Shinkansen, tanto no sentido ascendente quanto descendente, entre a Estação de Tóquio e a Estação de Shizuoka. Paralelamente, a JR East interrompeu as linhas Joetsu e Hokuriku por volta das 23h. Os trens convencionais da rede, que já operavam com restrições e atrasos devido à aproximação de duas tempestades tropicais na região, sofreram ainda mais retenções após o abalo.
No setor de infraestrutura energética, a Chubu Electric Power informou que as vistorias iniciais não apontaram qualquer tipo de anormalidade na usina nuclear de Hamaoka, localizada na cidade de Omaezaki, em Shizuoka. Os monitores de radiação instalados no entorno do complexo também mantiveram leituras dentro da normalidade no período subsequente ao terremoto.
No âmbito político, a primeira-ministra Sanae Takaichi pronunciou-se em entrevista coletiva no gabinete governamental pouco após as 23h. A líder confirmou a abertura imediata de um gabinete de crise para centralizar as informações e gerenciar as ações de socorro nas províncias afetadas. Takaichi reforçou o pedido de vigilância constante à população das áreas que registraram maior intensidade de vibração, alertando para a possibilidade de réplicas fortes nas próximas horas. A chefe de governo garantiu que o foco total do Estado está direcionado para a preservação de vidas humanas.
Forte abalo atinge o sul das Filipinas
Quase simultaneamente, a costa sul das Filipinas foi atingida por um forte terremoto de magnitude 6,5, conforme os dados oficiais do USGS. O sismo foi registrado às 19h42 do horário local, com hipocentro localizado a 65,7 quilômetros de profundidade e o epicentro situado a 21 quilômetros a sudoeste da cidade de Sarangani, na ilha de Mindanao. Apesar da forte intensidade do abalo, as agências de monitoramento descartaram o risco de tsunami na região costeira.
Este novo evento geológico eleva a preocupação das autoridades filipinas, pois a ilha de Mindanao tenta se recuperar de um outro forte terremoto ocorrido há menos de três semanas na mesma área, que resultou em mais de 80 mortes. O monitoramento global segue atento à sequência de abalos na região do Círculo de Fogo do Pacífico.