Forças dos EUA realizam bombardeios em série no Irã por 7 horas e têm como alvo a ilha de Great Tunb; vídeo
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) deu início a uma nova e massiva onda de ataques aéreos contra o território iraniano. A ofensiva, que se estendeu por cerca de sete horas, teve como alvo principal dezenas de posições militares estrategicamente localizadas perto do Estreito de Ormuz e ao longo da costa do país. Segundo o comando militar americano, a operação utilizou caças, drones e navios de guerra para disparar munições guiadas de precisão contra instalações de mísseis, sistemas de defesa costeira e bases navais.
A ação militar de Washington visa degradar a capacidade bélica das forças iranianas, acusadas de ameaçar o tráfego comercial de embarcações na região. Quase simultaneamente ao início dos bombardeios, as forças americanas restabeleceram um bloqueio naval rigoroso, restringindo o trânsito de navios que entram ou saem de portos iranianos. A medida afeta diretamente uma das rotas marítimas de transporte de petróleo mais vitais do planeta, elevando drasticamente a tensão no Golfo Pérsico.
Impacto humanitário e disputas territoriais
Entre os principais alvos confirmados pelo CENTCOM está a ilha de Grande Tunb, um ponto estratégico situado na entrada do Estreito de Ormuz que conta com histórico de disputa territorial entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos. Durante uma incursão de 90 minutos nessa área, as forças americanas neutralizaram armazéns de mísseis de cruzeiro e sistemas de defesa. O governo iraniano, no entanto, denunciou o impacto devastador das incursões aéreas nas áreas habitadas, reportando a morte de mais de 30 civis e reportando que o número de feridos já ultrapassa a marca de 260 pessoas.
Declarações de Trump e a resposta de Teerã
O presidente norte-americano, Donald Trump, adotou uma postura inflexível ao declarar que não pretende retomar as negociações diplomáticas com o Irã neste momento. Trump alertou que a campanha militar persistirá até que o poderio bélico de Teerã seja severamente enfraquecido, ameaçando expandir os alvos para a infraestrutura civil e energética do país, como usinas de energia e pontes, além de não descartar uma eventual incursão terrestre na importante ilha petrolífera de Kharg.
Em contrapartida, as Forças Terrestres e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã classificaram a ação dos EUA como uma violação direta de acordos internacionais e prometeram forte retaliação, tendo como foco inicial a região de Bampur. As autoridades militares de Teerã afirmaram que já iniciaram contraofensivas contra bases americanas na região e alertaram que, enquanto as agressões de Washington continuarem, a exportação de gás e petróleo de toda a região do Golfo será completamente inviabilizada.