Forças de Israel bombardeiam Beirute após semanas de trégua e Irã ameaça retaliação direta; vídeos

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As Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram, neste domingo, uma série de ataques aéreos contra Dahiyeh, um reduto do Hezbollah situado ao sul da capital libanesa. Segundo o exército israelense, a operação teve como alvo um quartel-general do grupo militante, utilizado para a coordenação de ações hostis contra Israel e tropas posicionadas no sul do Líbano. A Agência Nacional de Notícias do Líbano reportou que dois prédios residenciais foram atingidos, resultando em duas mortes e deixando pelo menos 11 pessoas feridas, além de causar danos estruturais severos na região.

Esta ação militar marca o primeiro bombardeio em Beirute desde o final de maio. O governo israelense justificou a ofensiva como uma resposta direta ao lançamento de foguetes contra o norte de Israel durante a manhã de domingo, que interrompeu um período de relativa calmaria após a recente renovação de um frágil cessar-fogo. De acordo com Tel Aviv, os lançadores de foguetes utilizados pelo Hezbollah foram destruídos e a decisão de atacar a capital já havia sido comunicada previamente às autoridades americanas.

Ameaças de retaliação e impacto diplomático

O cenário de hostilidades gerou uma reação imediata e contundente do Irã. Representantes do alto escalão iraniano classificaram a ofensiva como uma violação intolerável e prometeram uma resposta severa. Ebrahim Rezaei, porta-voz da comissão de política externa do parlamento iraniano, utilizou as redes sociais para alertar sobre uma possível investida contra o território israelense. Paralelamente, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, elevou o tom ao sugerir que, diante das ações de Israel e do suposto bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, as bases e ativos americanos no Oriente Médio poderiam se tornar alvos legítimos.

A Casa Branca tem tentado, ao longo do conflito, mediar a situação e evitar ataques a Beirute, temendo que escaladas na capital libanesa inviabilizem as negociações para um cessar-fogo definitivo e os esforços diplomáticos envolvendo o programa nuclear iraniano. Contudo, a tensão escalou não apenas em Beirute, mas também na cidade costeira de Tiro. As FDI emitiram novas ordens de evacuação para a localidade, instruindo civis a buscarem abrigo ao norte do rio Zahrani, sob o argumento de que a organização terrorista descumpriu os termos do acordo de trégua.

Operações em Gaza e continuidade do conflito

Enquanto as atenções se voltam para o Líbano, Israel mantém sua ofensiva na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu destacou, durante balanço recente, que as tropas israelenses já controlam cerca de 60% do território palestino, com planos de ampliar essa ocupação operacional para 70% em breve. O líder israelense assegurou que as forças do país continuarão eliminando comandantes do Hamas e impedindo o rearmamento do grupo, mantendo o objetivo central de desarmar a milícia.

A estratégia militar recebeu reforços retóricos do chefe do Estado-Maior, o tenente-general Eyal Zamir, que confirmou a aprovação de planos para intensificar o combate contra o Hezbollah. Durante uma visita a soldados na Faixa de Gaza, Zamir reiterou que a pressão sobre o Hamas não será reduzida até que as metas de segurança nacional sejam plenamente alcançadas. Enquanto isso, o cenário humanitário em áreas como Tiro torna-se cada vez mais crítico, com estimativas de que mais de 100 mil pessoas ainda permaneçam na cidade, apesar dos repetidos alertas de evacuação emitidos pelo exército israelense nas últimas semanas.

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