Ex-conselheiro nuclear iraniano pede que “todos” deixem os países do Golfo Pérsico imediatamente

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O cenário geopolítico no Oriente Médio atingiu um novo nível de tensão com o comunicado de Mohammad Marandi, professor da Universidade de Teerã e influente ex-conselheiro da equipe nuclear iraniana. Através de suas redes sociais, Marandi emitiu um apelo urgente para a evacuação imediata de civis e residentes nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Arábia Saudita e Kuwait. O alerta estende-se também ao setor marítimo, com uma recomendação direta para que marinheiros no Golfo Pérsico se preparem para abandonar suas embarcações, alertando que os navios próximos ao Estreito de Ormuz seriam os primeiros alvos em um eventual conflito.

Retórica de guerra e Impasse diplomático

A escalada verbal ganhou força após declarações incisivas de Donald Trump, que manifestou disposição para retomar as ofensivas militares caso as negociações não avancem. O presidente norte-americano afirmou categoricamente que os Estados Unidos estão prontos para agir e “continuar bombardeando” o Irã. Em contrapartida, a mídia estatal iraniana, através da agência Tasnim, reforçou que o país persa não se intimidará, alegando possuir “novas surpresas” bélicas e estar preparado para impor custos severos às forças americanas e israelenses desde os primeiros instantes de uma possível guerra.

O Fim da trégua e as negociações em risco

O prazo para a manutenção da paz é crítico, dado que a trégua de duas semanas estabelecida em 7 de abril expira na manhã de hoje. O acordo temporário havia garantido a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto vital por onde transita cerca de 20% do comércio global de energia. Apesar da previsão de uma nova rodada de diálogos em Islamabad, no Paquistão, com a participação do vice-presidente JD Vance, a logística do encontro permanece incerta, já que nenhuma das delegações confirmou o deslocamento até o momento.

O clima de desconfiança mútua trava qualquer progresso significativo. Enquanto Trump descarta a extensão do cessar-fogo alegando falta de tempo e uma posição de negociação sólida, o governo iraniano, representado pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, reitera que Teerã não aceitará concessões sob coerção. Para as autoridades iranianas, a estratégia de “negociar sob ameaça de violência” é inviável, e o país se diz pronto para apresentar “novas cartas” no campo de batalha caso a diplomacia falhe definitivamente nas próximas horas.

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