EUA e Israel lançam onda de bombardeios contra a Ilha de Kharg para paralisar 90% do petróleo do Irã e causam blecautes

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Em uma operação coordenada na madrugada desta terça-feira, as forças militares dos Estados Unidos e de Israel lançaram mais de 50 ataques contra alvos estratégicos na Ilha de Kharg, localizada no Golfo Pérsico. Conhecida como a “joia do petróleo” iraniano, a região abriga a infraestrutura vital por onde escoam cerca de 90% das exportações de óleo bruto do país. Segundo informações publicadas pelo The Wall Street Journal, a ofensiva ocorreu poucas horas antes do encerramento de um prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz.

Impacto operacional e infraestrutura militar sob mira

Relatos da agência de notícias Mehr confirmaram múltiplas explosões no território, enquanto registros visuais que circulam na mídia internacional mostram densas colunas de fumaça sobre a ilha. De acordo com fontes do governo americano citadas pelo jornalista Barak Ravid, da Axios, o foco da incursão foi estritamente militar, visando neutralizar defesas e pontos de controle na zona industrial. O ataque marca um novo capítulo de hostilidades, superando em escala a ofensiva realizada em meados de março, que o próprio Trump descreveu anteriormente como um dos bombardeios mais devastadores da história do Oriente Médio.

Ameaça à rede elétrica e blecautes em Alborz

Os reflexos dos ataques não se limitaram à zona costeira. Na província de Alborz, a queda de um projétil atingiu linhas de transmissão de alta voltagem, desativando a subestação de Tohid. O incidente provocou apagões generalizados na região leste da cidade de Karaj e no distrito de Fardis. A empresa local de distribuição de eletricidade informou que equipes de emergência foram mobilizadas para tentar restabelecer o fornecimento, embora o cenário de instabilidade na rede elétrica ainda persista devido aos danos estruturais causados pelos projéteis.

A ação militar ocorre após declarações recentes de Donald Trump, nas quais ele enfatizava que os EUA haviam poupado, até então, as instalações de refino para permitir a sobrevivência econômica mínima do Estado iraniano. O presidente americano chegou a afirmar que a indústria petrolífera do país seria o alvo “mais fácil de todos”, mas que a destruição total não havia sido autorizada por questões de “decência”. Entretanto, a Casa Branca condicionou a preservação da infraestrutura à livre circulação de navios no Estreito de Ormuz, sinalizando que a paciência estratégica de Washington chegou ao fim diante das recentes interferências iranianas na navegação global.

Astronauta forneceu / NASA / Alamy Live News / Legion-Media

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